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Resumo da Semana

 Narc (Idem, 2002). De Joe Carnahan

Sem fanfarronices, aqui está um verdadeiro filme policial: vai fundo em investigações realistas, cria dramas verdadeiros e personagens absolutamente incríveis. Fora que o roteiro deixa, literalmente para o último minuto a grande revelação da história.  Se o final é arrebatador, o que dizer da cena que abre o longa? Tensa, rápida, angustiante e uma vitória estética, com edição e direção primorosas. Ótimos diálogos e atuações pouquíssimas vezes vistas nas carreiras de Ray Liotta e Jason Patric. Vale cada minuto. Depois do filme, o diretor Joe Carnahan ascendeu em Hollywood e chegou mesmo a estar a frente de Missão: Impossível III. Não vingou e ele partiu para um projeto mais pessoal, A Última Cartada. Mudou o tom, ficou mais despojado e sofreu duras críticas. A visão dele para a série oitentisa Esquadrão Classe A estreia em junho nos cinemas do Brasil. Nota: 8,5

 A Terra Perdida* (Land of the Lost, 2009). De Brad Silberling

Tudo, mas absolutamente tudo está fora do lugar nessa produção. É mais uma adaptação de série televisiva - O Elo Perdido, da década de 1970 - que não sabe se quer ser moderna ou manter o espírito do material original, resultado: uma besteira sem tamanho que alia efeitos visuais com direção de arte que emula o visual camp da série. O roteiro subverte muitos personagens - transformaram o cientista Rick Marshal num babaca - e as piadas, adultas e ruins destoam em absoluto com a ideia de fazer um longa de uma série juvenil de visual retrô. Will Ferrell até tenta dar ritmo às gags, não fica nem um pouco constrangido, mas deveria, pois não funciona em 90% delas. É duro ver um diretor que, se não é brilhante, até ontem não tinha passado vergonha, entrar numa furada dessas. Brad Silberling, volte para os romances doces (Cidade dos Anjos) ou para o público infanto-juvenil (Gasparzinho e Desventuras em Série). Nota: 3

* Filme visto pela primeira vez

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