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Cherry Bomb

E já que meu fim de semana teve Cinema e Rock, nada como falar rapidamente de um dos filmes mais esperados desse ano - pelo menos pra mim. Quando The Runaways foi anunciado com Dakota Fanning e Kristen Stewart como as líderes da primeira banda formada só por mulheres - Cherie Currie e Joan Jett -, sinceramente fiquei confuso. Dakota nunca foi exatamente bonita, apesar de ótima atriz, e Cherie, em meio a toda rebeldia, exibia muita ousadia. Já Kristen, que nunca foi exatamente boa atriz - teve seus lampejos - terá que exercitar-se muito para interpretar uma das rainhas do Rock, Joan.

Aí vi um trailer, li algumas notícias e comecei a botar fé. Fiquei interessado mesmo, afinal, a onda de filmes sobre astros da música pode ter seus escorregões, mas também tem muita coisa boa. Em se tratando das gatinhas do Runaways, a expectativa vai lá em cima.

Com pouco mais de dois minutos essa expectativa foi suprida. Num clipe produzido para divulgar o longa, Dakota, Kristen e cia. executaram "Cherry Bomb" como se fossem as donas da música. Vi, revi e vi de novo até ter certeza: expectativa suprida, pois é. Agora espero um filme, no mínimo, tão bom quanto o vídeo que vocês podem confirir abaixo! Enjoy.

O longa deve chegar em setembro no Brasil.

Comentários de Última Hora: qualquer coincidência com essa apresentação do Runaways no Japão não é mera coincidência.

Comentários de Última Hora [2]: espero que Scout Taylor-Compton esteja tão bem quanto Lita Ford esteve aos 16 anos...

Resumo da Semana

 MetallicA - Some Kind of Monster (Idem, 2004). De Joe Berlinger e Bruce Sinofsky

Fuçar o quase fim de uma das maiores bandas de todos os tempos é o sonho de qualquer documentarista. Joe Berlinger e Bruce Sinofsky estiveram tão perto do processo acontecido ao MetallicA entre 2001 e 2003, que os próprios foram motivo de discussões entre os integrantes do conjunto. O tortuoso disco 'St. Anger' lançado em 2003 é o retrato sonoro do documentário, que não desgruda de Lars, James e Kirk durante uma crise que exigiu até um terapêuta para ser superada. Brigas, provocações, egoísmo e heavy metal são os principais ingredientes de um documentário não exatamente perfeito, mas que expõe magistralmente como o MetallicA esteve por um fio. Vencedor do Independent Spirit Awards. Nota: 8

 Tempos de Paz* (Idem, 2009) De Daniel Filho

Do cara que dirigiu Se Eu Fosse Você e Muito Gelo e Dois Dedos D'água, não se espera muita maturidade - tanto que Primo Basílio foi recebido mornamente. Com Tempos de Paz, no entanto, é surpreendente ver que Daniel Filho consegue se aprofundar em seus personagens. OK, ele tem a ajuda do belo texto de Bosco Brasil, porém se entrasse com mão frouxa o dramalhão poderia tomar conta do projeto. É bem verdade que Filho tem certa dificuldade em desvincular o longa da peça na qual se baseia. Os movimentos de câmera, ainda que demonstrem o esforço do diretor, nem sempre funcionam, mas quando são certeiros elevam a produção a outro patamar. Tony Ramos e Dan Stulbach são os donos da cena, eclipsando até mesmo o problema do teatro filmado. Eles emocionam e no caso de Stulbach entrega o papel da vida. Por ser uma produção da Globo Filmes, só não entendi a timidez do lançamento, quase que direto para as locadoras. Enquanto Xuxa e o Mistério de Feiurinha ficou meses em cartaz, o belo Tempos de Paz passou em branco. Procure hoje o DVD/Blu-ray. Nota: 8

* Filme visto pela primeira vez

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