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Clipando

Rob Zombie é um cara que admiro. Fez rock do bom com o White Zombie, continuou bem na carreira solo e virou um cineasta de muita personalidade, com longas como A Casa dos 1000 Corpos e a contiuação Rejeitados pelo Diabo - o melhor título de filmes de todos os tempos.

Não satisfeito, ele misturou suas duas artes e dirigiu o clipe de "Dreamer", música do colega Ozzy Osbourne. Aliás, um video que não nada a ver com seus trabalhos anteriores, bem mais contido e lírico, ainda que sombrio. Encaixa-se perfeitamente à música, mesmo não sendo muito original. O resultado é bonito e interessante.

Então, toma aí!

Em tempos vampíricos, sejamos vintage

Crepúsculo que nada, que tal conhecer algo das antigas?

O Cinema já produziu clássicos vampíricos absolutos (Nosferatu) e também brincou muito com sugadores de sangue (Blacula), mas há coisas que descobrimos de vez em quando que é preciso compartilhar. Foi assim, vendo um trailerzinho aqui e outro ali que cheguei ao softporn sanguinário Vampyros Lesbos, um trashzão bizarro de 1971 do diretor Jess Franco (saiba mais aqui).

Pelo nome já se pode imaginar do que trata o longa, mas nada como assistir ao trailer dessa produção que mistura dentes, sangue e lesbianismo. Em tempos de BBB 10 Matadores de Vampiras Lésbicas, que tal revisitarmos influências?

Resumo da Semana (1º a 10 janeiro)

Primeiros filmes de 2010!

 007 - Quantum of Solace* (Quantum os Solace, 2008). De Marc Forster

Se com Cassino Royale James Bond recebeu um upgrade geral, com Quantum of Solace a ideia era continuar com a reformulação. Deu muito certo em certos pontos e errado em outros. As cenas de ação são ainda mais intensas que as do antecessor e tudo é muito bem filmado por Foster. Seria um grande filme, caso não tivesse um roteiro absurdamente confuso, que se apoia em histórias demais e não as desenvolve satisfatoriamente, chegando a desperdiçar bons personagens. O filme ainda vai ser lembrado por ser o único da série 007 a não ter a famosa frase: "Bond, James Bond". O que virá pela frente? Nota: 7,5

 Babe - O Porquinho Atrapalhado (Babe, 1995). De Chris Noonan

Uma vez Jô Soares disse a Roberto Sadovski, da Revista SET, que desanimou do Oscar depois que eles indicaram Babe como melhor filme do ano. Não entendi, pois o longa é uma belíssima fábula que emociona de verdade e realizada com extremo esmero. Começa pela fotografia, passa pela direção de arte, vai até os efeitos visuais e chega à atuação contida (mas ótima) de James Cromwell. Fora que a história construída passo a passo e de final apoteótico é irresistível. Nota: 8,5

 Milk - A Voz da Igualdade* (Milk, 2008). De Gus Van Sant

Sem reiventar a roda, mas fugindo dos maneirismos das últimas cinebiografias de sucesso, Van Sant recria de maneira incrível o período de atuação política de Harvey Milk. Ele foi o primeiro homossexual assumido a assumir um cargo público nos Estados Unidos, ainda nos anos 70. Entre uma paixão e outra, organiza um verdadeiro partido gay para lutar por direitos igualitários num país tomado pela homofobia. O elenco é o ponto alto da produção com um Sean Pean inspiradíssimo e cercado de bons trabalhos, a exemplo de James Franco, Emily Hirsch e Josh Brolin. Peca por ser menos um tanto tímido e pela falta de urgência em algumas questões políticas. Mas faz muito bonito com as imagens de arquivo que dão veracidade ímpar ao longa, como aconteceu com Boa Noite, e Boa Sorte. Nota: 8,5

* Filme visto pela primeira vez

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