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De Niro Cartoon

Reconhece esses caras aí? Pois tá fácil, viu? Todos eles são personagens de Robert De Niro, só que em versões cartoon. Em sentido horário: Travis Bickle, de Taxi Driver, Louis Cyphre, de Coração Satânico, Max Cady, de Cabo do Medo, e Al Capone, de Os Intocáveis

Essas aqui são apenas quatro de uma coleção de 40 que X-Factor-E divulgou aqui. Tem D. Vito Corleone, Neil McCauley, Frankenstein, etc, etc, etc. Confiram lá que é bacana!

 

Jake La Motta, de Touro Indomável

Crítica: Os Normais 2

 

Tudo bem que a série já não era nenhum tipo de correção política, mas sabia ser engraçada em meio às baixarias. E assim foi com a estréia nas telas, em 2003: risadas, sem qualquer pretensão. Eis que 2009 marca a volta de Vani e Rui com Os Normais 2 – A Noite mais Maluca de Todas (Idem, Brasil, 2009) e é uma pena perceber que a criatividade de anos atrás, bem, ficou por lá.

 

Primeiro que essa continuação não chega a ser cinema, no sentido mais rigoroso da palavra. Trata-se de um episódio de 90 minutos da extinta série. E um episódio ruim, diga-se de passagem. Ele narra as desventuras do casal, já com 13 anos de noivado, em busca de uma parceira para uma ménage à trois quando percebem que o apetite sexual por ambos diminuiu drasticamente. O que causa um entra e sai (sem trocadilho) de atores enquanto Luis Fernando Guimarães e Fernanda Torres vão trafegando pela noite carioca.

 

Aliás, os dois são as únicas coisas que se salvam no longa. Nem a participação de atores e atrizes que se dão bem com a comédia funciona. Claudia Raia ou Daniel Dantas são desperdiçados e a única participação interessante, a de Zéu Brito dando conselhos a uma Vani alucinada, não passa de alguns segundos. Pena.

 

Mesmo que em determinados momentos você consiga achar graça de uma piada ou outra, a apelação é tamanha, que muitas vezes se torna absurda, como a seqüência do hospital, na qual Vani espeta um paciente, empurra outro pela janela e termina numa cadeira de rodas violando um homem à espera de seu exame.

 

A edição tenta ser ágil, mas, paradoxalmente, é preguiçosa, com cortes pobres e bruscos que delimitam claramente uma situação da outra. Algo que deixa claro a linguagem televisiva do filme, cujo truque para tentar mascarar isso é o uso intenso de efeitos visuais nas andanças dos protagonistas pela cidade. Não funciona. Mas esse é só um dos vários defeitos que fazem de Os Normais 2 uma perda de tempo. Saudades da série.

 

Nota: 4

Resumo da Semana (31 ago a 6 set)

Após o hiato...

 Cabo do Medo* (Cape Fear, 1991). De Martin Scorsese

Um filme que peca pelos excessos, principalmente do diretor. Closes demais, movimentos demais, cores demais e algumas forçações de barra - para se ter uma idéia, alguém anda pendurado no eixo de um carro por quilômetros. O suspense e a tensão que deveriam ser máximos são pontuais e a sequência final na casa flutuante nem parece ter sida dirigida pelo cara que um ano antes tinha feito Os Bons Companheiros, de tão bestinha. De bom mesmo temos as atuações magistrais de Robert De Niro e Juliette Lewis - a cena dos dois no teatro da escola vale o filme. É verdade que aqui e ali o velho Martin demonstre ser quem é, mas no geral fica a dever. Nota: 6,5

 Gran Torino* (Idem, 2008). De Clint Eastwood

Eu confesso: tenho certa resistência aos filmes de Clint Eastwood, mas vivo quebrando a cara (ainda bem!), vide Menina de Ouro, A Conquista da Honra ou As Pontes de Madison, filmes que considero muito bons. Porém Gran Torino, sinceramente, não emplacou. O longa começa muito, mas muito irritante, com Eastwood apenas grunindo e fazendo careta para tudo, algo que o torna insuportável. O mesmo efeito causado por Al Pacino no inicio de Perfume de Mulher, só que aqui o personagem não ganha o carisma - nem uma dança incrível - para que seja admirado. O filme melhora com o passar dos minutos, mas a discussão sobre racismo de Clint é rasa e sua amizade com o jovem hmong não passa do trivial, o que transforma o longa num amontado de clichês. Nota: 6

 Ed Wood* (Idem, 1994). De Tim Burton

Se há um filme para rivalizar com Edward Mãos-de-Tesoura na filmografia de Tim Burton, esse é Ed Wood. Filmaço divertido, mas que guarda melancolia e reverente sem deixar de ser original. Nunca vi nenhum longa de Wood, entretanto a paixão dele pela Sétima Arte mostrada aqui é revigorante para qualquer cinéfilo. A amizade entre ele e Bela Lugosi é o eixo perfeito da cinebiografia desse estranho que só fazia atrair estranhos para suas empreitadas. Lirismo e piadas se misturam em um roteiro ágil e profundo, defendido com maestria por Johnny Depp, Martin Landau (fantástico) e cia. Nunca as bizarrices de Burton tiveram tanta naturalidade para acontecer. Nota: 8,5

* Filme visto pela primeira vez

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