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Crítica: Harry Potter e o Enigma do Príncipe

 

Lá se vão oito anos desde que Harry Potter e a Pedra Filosofal mobilizou milhões e chegou aos cinemas mundiais com uma única responsabilidade: apresentar, em película, Hogwarts e seus alunos aos trouxas* que consumiam ou não os livros de J.K Rowling. Foi um estrondo. Com a saga chegando ao antepenúltimo capítulo nas telas – o último filme será dividido em duas partes – a pergunta é: ainda há relevância?

 

Harry Potter e o Enigma do Príncipe (Harry Potter and the Half-Blood Prince, EUA/Reino Unido, 2009) pode ser considerado o mais adulto dos longas até aqui. Mesmo não sendo tão sombrio e perspicaz quanto seu antecessor, A Ordem da Fênix, a temática aborda sexualidade, responsabilidade e, principalmente, morte num grau bem maior. Aliás, a tragédia é a tônica aqui, muito bem ilustrada na figura de Draco Malfoy, que o tempo todo se esconde em meio às sombras e anda pelos cantos de Hogwarts à espera de seu momento.

Os becos da escola, porém, não abrigam apenas os amaldiçoados. A escuridão também é aliada dos amores juvenis, antes não mais que emergentes, mas que agora tomam boa parte da trama, o que foi motivo de críticas. Mas vá lá, como contar uma história de adolescentes sem falar a respeito do que seus hormônios clamam? Na verdade, é de se aplaudir a coragem de David Yates e Steve Kloves, respectivamente, diretor e roteirista, em imprimir cada vez mais apelo sexual nas cenas – no início há paixonites, com o desenrolar da produção é possível encontrar casais mais à vontade em ambientes lúgubres.

Enquanto isso, a história transcorre revelando importantes detalhes do passado de figuras centrais como Dumbledore e Voldemort, deixando claro que O Enigma do Príncipe é um filme de transição, ainda que não perca o foco no desenvolvimento dos personagens. A cena final é reflexo disso, ao abrir caminho para As Relíquias da Morte.

É claro que a complexidade de toda a saga de Potter, às vezes, parece meio episódica, contudo em todos esses anos, é impossível negar seu crescimento e a engenhosidade daquele mundo. É um blockbuster com personalidade que agrada a gregos e troianos. Ou pelo menos, uma parte dos dois grupos. 

Nota: 8

*Quando digo 'trouxa' não preciso me explicar, né?

100 Anos de Efeitos Visuais

100 anos de evolução no Cinema em cinco minutos de um vídeo foda.

 Vi aqui

Vida longa a Timão e Pumba!

O Rei Leão foi um marco para mim no Cinema. Quando o assisti tive a certeza de que os filmes seriam uma paixão minha. Isso aos 10 anos!

E quem não se lembra da dupla formada por um suricate e um javali? Pois é, Timão e Pumba, hilários! Pois alguém, num dia desses os viu andando pela savana e clicou os astros:

Quem diria, hein? Os caras vivem!

E você achando que sua infância foi tããão tolinha por se emocionar com "personagens de um desenho"...

Resumo da Semana (17 a 23 ago)

 O Dorminhoco* (Sleeper, 1973). De Woody Allen

É genial o paradoxo que Woody Allen faz nesse filme. O personagem acorda no futuro e todo o humor aqui é no melhor estilo pastelão, como nas comédias do início do Cinema, ainda mudo. Na verdade, o filme inteiro é uma antítese. O futuro que quer ser maravilhoso é entediante, a comida  saudável são alimentos gordurosos e cheios de açucar e a população que quer pensar vive marginalizada. O tom de crítica política, porém, passa longe do panfletário e vem através de piadas ácidas que não poupam ninguém. Tudo em meio a absurdos e idiotices das mais inteligentes - se é que isso é possível. Nota: 8

* Filme visto pela primeira vez

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