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Crítica: A Era do Gelo 3

 

Antigamente, se um filme fazia sucesso alguns clones surgiam logo em seguida para sugar um pouco de sua fórmula. “Antigamente?” Tudo bem, isso acontece até hoje, com um porém, muitas vezes são os próprios realizadores que tratam de ir em frente em sua obra. Daí surgem as obrigatórias trilogias. Tudo bem que Jason Bourne e Frodo e cia. fizeram bonito em suas franquias, especialmente nos últimos filmes, mas via de regra, o terceiro longa acaba sendo o mais fraco de uma série. E A Era do Gelo 3 (Ice Age - Dawn of the Dinosaurs, EUA, 2009) está aí para comprovar.

 

O primeiro longa da série foi interessante, mostrou até frente à Pixar. O segundo foi muito bom, verdadeiramente engraçado e fez grande barulho. Entretanto, essa volta ao mundo de Scratch e seus amigos passa longe da inspiração do antecessor. Sid, Diego e Manny voltam com todos os amigos conseguidos antes e mais alguns, o que já é um problema. O que fazer com tanta gente? Aliás, com tanto animal pré-histórico? Pois é, os quatro roteiristas também não souberam responder a essa questão e o que se vê são personagens meio deslocados enquanto novos ganham espaço. Você deve se lembrar dos engraçados irmãos-gambá Crash e Eddie, que se juntaram à trupe em A Era do Gelo 2. Desta vez, eles quase não abrem a boca e passam em branco. Ponto a menos para o filme, pois desperdiça duas boas fontes de risos.

 

Na história, cada um dos protagonistas passa por um drama, verdadeiro ou não. Manny será pai, Sid quer ser pai e Diego acha que vem perdendo seu espírito selvagem, o que ameaça a união dos amigos. Aliás, pequenos draminhas e soluções edificantes são alguns dos problemas de A Era do Gelo 3. O mais irritante nisso tudo é a falta de maturidade do longa, não que da franquia espera-se uma teoria filosófica, mas a história se torna cada vez mais infantil, enquanto aqui e ali ensaia-se ser crescida com piadas mais adultas – tirar leite de um tipo de boi da idade da pedra? -, algo que fica mesmo só na vontade mesmo.

 

Para não dizer que a nova incursão foi totalmente desperdiçada, o filme traz o maluco Buck. Ele é uma doninha que caça dinossauros e tem fixação por um desses animais – o sonho dele é domar o maior daqueles carnívoros. Bizarro e hilário. É Buck quem ainda espanta o sono durante os pouco mais 90 minutos da produção. Ajudado pelo sempre carismático Scratch, que agora tem uma namorada espertinha. Pouco para uma franquia que vinha na crescente.

 

Nota: 6

Classics Remixes

Você já ouviu falar de um DJ chamado Pogo? Pois é, nem eu. Pelo menos até hoje. Só que o cara é muito bom no que faz: remixes de músicas de clássicos do Cinema como A Espada era a Lei (1963), O Rei e Eu (1956) e Alice no País das Maravilhas (1951). Para os mais moderninhos, há também um remix de Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001). Todos muitos bons e divertidos.

Para ver esses e outros trabalhos de Pogo, basta acessar o dele canal no You Tube.

Abaixo trago dois dos melhores: A Fantástica Fábrica de Chocolate (1971) e Marry Poppins (1964).

 

 

 

Vi aqui

Resumo da Semana (20 a 26 jul)

 O Grande Golpe* (The Killing, 1956). De Stanley Kubrick

Muito festejado pela forma, esse filme vai além do roteiro não-linear, tem na direção primorosa e no clima de constante tensão dois aliados para se tornar uma grande experiência cinematográfica. Óbvio que desagrupar as sequências fizeram de O Grande Golpe algo extraordinário, inclusive aumentando o suspense, mas não se pode esquecer do movimento da câmera por entre as pessoas que caminham na rua ou no hipódromo enquanto acompnhamos os passos dos ótimos persongens do longa. Destaque para o protagonista Johnny (Sterling Hayden), o apaixonado e trágico George (Elisha Cook Jr.) e a espertalhona Sherry (Marie Windsor). Nota: 8,5

A Morte pede Carona* (The Hitcher, 1986). De Robert Harmon

Um filme que diz a que veio com menos de 10 minutos, colocando Rutger Hauer e sua cara de pscicopata ao lado do amedrontado C. Thomas Howell. Dali pra frente não haverá sutileza, apenas um problema maior que outro e um suspense de primeira muito bem dirigido. Ótimas imagens e explicações mínimas garantem a diversão - e a perversidade. Fuja da refilmagem de 2007. Nota: 8

* Filme visto pela primeira vez

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