Cinefilia - UOL Blog
Crítica: Uma Noite no Museu 2

Não é raro trailers de continuações trazerem os dizeres “maior”, “mais eletrizante”, “mais aventura”, enfim, elementos que, em tese, fariam o público pensar: “Bom, se o primeiro foi bom, o segundo será duas vezes melhor”. No caso de Uma Noite no Museu 2 (Night at the Museum - Battle of the Smithsonian, EUA, 2009), essa não chega a ser uma verdade.

 

De qualquer forma, a seqüência do grande sucesso de 2006, não se trata de um filme ruim. E ainda que o original seja uma comédia divertida, mas nada além disso, seu sucessor está alguns passos atrás no quesito qualidade.

 

E sim, há mais efeitos visuais, mais personagens históricos e a aventura dobra de tamanho, algo que, sinceramente, não supera a carência de um roteiro mais criativo, que  quase repete a história do primeiro, pontuado aqui e ali com algo novo – no sentido de não existir no primeiro, não que seja uma novidade no mundo cinematográfico.

Aqui o segurança vivido por Ben Stiller terá de salvar as peças do antigo museu em que trabalhava – agora ele está rico com um linha de produtos no melhor estilo do grill de George Foreman, que faz uma ponta no longa – de simplesmente serem encaixotados e nunca mais ganharem vida quando a placa egípcia que os faz acordar sair de perto deles. O caldo insosso inicialmente ganha sabor com as inserções de Hank Azaria, na pele nada mumificada do faraó vilão Kahmunrah, e da lindinha Amy Adams como a aviadora e símbolo feminista Amelia Earhart.

 

De resto, algumas boas tiradas com as figuras de Napoleão e com a estátua d’O Pensador de Rodin, além da volta dos “rouba-cenas” Jedediah (Own Wilson) e Octavius (Steeve Coogan) – fazendo milagre com o pouco tempo que lhes é reservado –, Um Noite do Museu 2 se equilibra entre não mexer no time vencedor de seu original, enquanto tenta disfarçar a repetição de suas piadas anteriores - algo que muitas vezes não consegue. Mas vale a matinê. 

Nota: 7

Resumo da Semana (22 a 28 jun)

O Lutador* (The Wrestler, 2008). De Darren Aronofsky

Dramão em estado bruto de ótimas atuações e direção coesa, O Lutador não quer fazer chorar, não apela para truques baratos e, ao final, mostra que a redenção nem sempre é um caminho. Forte e real, o longa segue de maneira crua a vida solitária e terminal de Randy "The Ram" Robinson, um competidor de luta-livre, no melhor estilo Telecatch, que um dia foi o astro e hoje está em decadência, distante da filha, podendo contar apenas com os antigos amigos de ringue. Um enfarte vai tirá-lo das lutas e mudar sua existência, mas até quando? Emocional, sem ser choroso, carismático ainda que um brucutu, The Ram encontra consolo nos braços da dançarina Cassidy, mesmo que pagando por isso. Quem já assistiu a Réquiem para um Sonho, sabe o quanto Aronofsky consegue ser áspero e, ao mesmo, terno. Aqui não é diferente. Ele também conta com as atuações poderosas e corajosas de Mickey Rourke (Ram), Marisa Tomei (Cassidy) e Evan Rache Wood (Stephanie, filha de Ram). Não espere um clímax para tirar um lencinho da caixa, vá com o coração aberto e descubra as melhores qualidades de O Lutador. Nota: 8,5

* Filme visto pela primeira vez

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, UBERLANDIA, Homem