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Clipando

mais de um ano, criei uma nova seção aqui no Cinefilia, o Clipando, mas até agora não tinha dado prosseguimento a ela. Eis que com a morte de Michael Jackson me veio à cabeça em pôr clipe mais famoso do cara, "Thriller", dirigido John Landis, por aqui. Mas logo em seguida pensei: "Pô, o cara ta recebendo homenagem para todo lado, deixa eu ser mais original e procurar outra coisa para seguir em frente com o Clipando".

Foi aí que me ocorreu Michel Gondry, famoso por filmes como Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e Rebobine, Por Favor e que tem uma extensa carreira no mundo visual da música. Pois numa pesquisa rápida, descobri uma penca de clipes bacanas que ele dirigiu. Mas um me chamou mais a atenção, "High Head Blues", ótima canção do ótimo Black Crowes, cujo clipe até tenho em meus vídeos favoritos do Orkut, porém não sabia que era uma realização de Gondry.

Pois agora o compartilho com vocês.

Taí! 

Crítica: Transformers – A Vingança dos Derrotados

Há dois anos muita gente se surpreendeu com a chegada de Transformers nos cinemas, adaptação da animação que fez a cabeça da molecada dos anos 80. Principalmente se fosse levada em conta a direção de Michael Bay, notório megalomaníaco que só quer saber de espetáculo, e o material que deu origem ao longa não ser exatamente um obra de arte. Contudo, os efeitos visuais fantásticos, a boa dinâmica entre os atores, com destaque para Shia LaBeouf, e a revelação da sex symbol Megan Fox fizeram do show de explosões algo mais interessante e, claro, um sucesso de bilheteria monumental. 

Eis que numa bruta terça-feira chega aos cinemas de todo o mundo a inevitável continuação Transformers – A Vingança dos Derrotados (Transformers – Reveng of the Fallen, EUA, 2009). Seria fácil dizer que tinha tudo para repetir o sucesso de seu original, afinal, todos os elementos estão lá, dos efeitos aos atores, mas há mais coisas entre uma linha e outra do roteiro desse longa que supõe sua vã filosofia. E não se trata de algo bom. 

Talvez pela pressa de não deixar esfriar a mania maquinaria, talvez para se fazer ainda mais popular ou por puro desleixo mesmo, A Vingança dos Derrotados é muito, mas muito mal escrito pelos senhores Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman. Foram necessários os três cérebros para conceber a seguinte trama: por acaso só agora é revelado que os Transformers estão entre os humanos há milênios, e que, sabe-se lá o motivo, o Lord dos Decepticons resolveu ressurgir – onde ele estaria em 2007? – e para isso, precisa achar o que restou do Cubo de Energon na Terra. Enquanto isso, os Autobots montaram uma linha de defesa com os homens para eliminarem os inimigos robóticos que teimam em fazer arruaça por aqui.

 

Mais óbvio impossível, cabendo ainda a ressurreição de Megatron e a apresentação de um sem número de novos Decepticons. Porém a obviedade não é o pior, uma vez que ninguém esperava entrar num cinema para ver uma revolução na Sétima Arte. É a infantilização exagerada que faz a poltrona ficar desconfortável. Enquanto LaBeouf e Megan têm uma crise no relacionamento e os pais dele parecem ter regredido mentalmente em relação às engraçadas tiradas do longa original, piadas sexuais saídas da cabeça de um moleque de 12 anos vão se amontoando – um robô grudado na perna de Megan é o clímax. Isso e mais uma abordagem mística que transforma os Transformers (com trocadilho) em ETs como os de qualquer outro filme de ficção barato - assim, ninguém mais se impressiona com as complexas máquinas vindas do espaço.

 

E vamos mais longe com os muitos furos na história. A certa altura surge um Decepticon com forma humana, e com ele a pergunta: pra quê tomar forma de carros e aviões? Certamente a infiltração inimiga seria mais fácil se investissem mais em “gente” como Isabel Lucas. Em outro momento, um importante artefato cumpre seu destino, com toda a pompa possível, para três segundos depois ser roubado, como se o roteirista risse e dissesse: “Te enganei!”.

 

Se não fosse pela ação constante, mesmo descerebrada, o bom som e os feitos visuais que continuam irretocáveis – além da beleza de Megan Fox -, Transformers – A Vingança dos Derrotados poderia ser a grande bomba do ano. Todavia, ainda é possível assistir sem a pipoca e o refrigerante amargarem muito.

 

 

Nota: 5,5

Resumo da Semana (15 a 21 de jun)

Semana anterior dedicada a ficar puto com a decisão do STF e discussões em redações. Mas ainda sobrou tempo para os filmes.

Instinto Secreto (Mr. Brooks, 2007). De Bruce A. Evans

Um filme que me surpreendeu de verdade. Não esperava grande coisa de uma produção que trazia Demi Moore e Kevin Costner no elenco, dois atores que andam em baixa há anos. Mas eis que o inteligente roreiro de Raynold Gideon e Bruce A. Evans - também diretor - nos faz entrar na história e querer saber mais da mente do Sr. Brooks, respeitado homem que mata por prazer e sente culpa por isso. Tirando umas besteiras aqui e outras conversinhas fiadas dai - principalmente de Demi -, Costner e Willimm Hurt fazem deste um ótimo suspense. Nota: 8

Quem quer ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, 2008). De Danny Boyle

Sou fã de Danny Boyle, que, na minha opinião, ainda não fez um filme ruim, mas o 'auê' que fizeram em cima desse longa foi um pouco exagerado, ainda mais se olharmos os filmes anteriores do diretor - Trainspotting, Extermínio, etc. De qualquer forma, Quem quer ser um Milionário é um grande filme, de edição ágil e direção esperta e que ainda traz uma mensagem de otimismo em meio a tanta tristeza mostrada na tela. Ótima trilha. Nota: 8,5

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