Cinefilia - UOL Blog
Decisão STF derruba obrigatoriedade de Diploma para Jornalistas

Pausa no Cinema. Eu sou Jornalista de formação, diplomado. Algo que estudei e trabalhei para ter em quatro anos de faculdade. Bom, os profissionais da minha área nunca foram muito unidos em relação ao tema Diploma, mas daí já é demais ver a Associação Nacional dos Jornais comemorando a decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com a obrigatoriedade da formação na profissão.

E mais, a decisão de nossos excelentíssimos Ministros do STF só resulta em uma coisa: rebaixamento de uma classe inteira. Ora, se pela constituição pedir o diploma para exercer o Jornalismo vai contra a Liberdade de Expressão, que o “achismo” se espelhe pelas mídias como verdade absoluta, que a técnica ensinada nas faculdades sejam tomadas como aulinhas para pôr no papel o fato ou saber aparecer na frente de uma câmera ou falar direitinho o texto do rádio. Que os assessores que dão conta do serviço de divulgação do trabalho daquelas mesmas pessoas sejam vistos como meros megafones que apenas dão volume ao que os manda-chuvas têm a dizer, sem qualquer planejamento ou estratégia.

Muito bem, nós, Jornalistas, somos como cozinheiros, que podem envenenar quem se alimenta de nossas informações. Talvez um pouco da Ética ensinada nas faculdades pudesse ser o antídoto de todo esse veneno.

Nesse momento, tenho vergonha de minha classe desunida, que olha para o próprio umbigo, se glorifica por poder "falar ao povo e por ele" e ao mesmo tempo é capaz de não ver que atos como esse afastam de si a tão almejada Credibilidade.

“A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade”. Convenhamos senhor Ministro Gilmar Mendes, que infeliz colocação, hein? Que argumento esdrúxulo. Bela decisão essa de sua casa.

Resumo da Semana (8 a 14 jun)

Semana cheia no(s) trabalho(s) me afastou do Cinefilia, o que justifica a falta de atualizações. Prometo votar ao batente, a começar por hoje, com três filmes.

A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, 1984). De Wes Craven

Um filme que vi no auge do meu vício em filmes de terror slashers aos 10 ou 11 anos, que só agora revisito. O que foi muito bom, por sinal, afinal mesmo 25 anos depois de seu lançamento, o longa se mantém bem, apesar de uma escorregada aqui e ali. Terror sanguinário e sacana no melhor estilo, como só Fred Krueger sabe fazer. Nota: 8,5

A Casa Monstro* (Monster House, 2006). De Gil Kenan

Surpreende desde o primeiro minuto, com uma direção muito boa e visual igualmente cuidadoso, A Casa Monstro sabe arrebatar as crianças sem prerder o gosto pelo sombrio. Há muito de adulto no longa, desde a tensão de algumas cenas ou mesmo em diálogos - "É uma úvula? Então essa é uma casa fêmea!" (sic) -, isso sem se esquecer da aventura espetacular que se torna ao final. Estréia primorosa de Kenan, vale ficar de olho nele. Nota: 8,5

Rejeitados pelo Diabo* (The Devil's Rejects, 2005). De Rob Zombie

Tem gente que se assusta com O Albergue ou mesmo Jogos Mortais, tem diretores que os acham bons para adolescentes e fazem terrores para adutos. Rom Zombie mostra que de sujeira e maldade é ele quem entende. Seus personagens de A Casa dos 1000 Corpos voltam num longa sobre vingança e sadismo sem firulas pra deixar garotinhas assustadas, cheio de perversidade e um sarcasmo que faz rir enquanto gente é morta sem qualquer motivo. Minuto a minuto constrói-se um ótimo filme podreira. Trilha sonora recomendável a qualquer amante de rock. Nota: 8,5

* Filme visto pela primeira vez

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, UBERLANDIA, Homem