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Zombies

O White Zombie foi um grupo que utilizava ficção-científica e terrores tipo B como inspiração em suas músicas, daí a explicação para pérolas de títulos do naipe de "Cosmic Monsters" e "Welcome To Our Planet Motherfucker". Não à toa Rob Zombie, o vocalista, se tornou o diretor de filmes como A Casa dos 1000 Corpos e Rejeitados pelo Diabo. Fazendo um metal de primeira, a banda não se furtava em pôr diálogos de fitas que a influenciava, e ao assistir ao longa de Romero, A Noite dos Mortos Vivos, percebi que há uma parte da narração no rádio do filme usada na faixa "Knuckle Duster (Radio 1-A)", do disco La Sexorcisto. A faixa serve como uma introdução de um dos maiores sucessos da banda, "Thunderkiss '65".

Mas chega de papo e vamos às apresentações. No vídeo abaixo, preste atenção: aos 5 segundos, o personagem bate em algo de madeira e o radialista diz algo como "epidemic mass murder"...

Pois é esse mesmo trecho, inclusive com o som da madeira caindo, que você ouve a partir dos 17 segundos de "Knuckle Duster (Radio 1-A)". Isso se os gemidos não tirarem a atenção de vocês... Ouçam: 

Pois é. Prestação inútil de serviço. Mas interessante para aquelas conversas sobre curiosidades de filmes que não vão a lugar nenhum.

Resumo da Semana (23 a 29 mar)

 A Noite dos Mortos Vivos* (Night of Living Dead, 1968). De George Romero

É fácil descrever como esse clássico se mantém bem: mais de 40 anos depois de ser apresentado ao mundo, um filme com orçamento reduzido que ainda causa repulsa numa platéia acostumada a ver coisas como O Albergue é de se respeitar, e muito. O final seco é de uma desesperança ímpar. Ganhou uma razoável refilmagem em 1990, cujo desfecho é bem mais medroso, daí você pode comparar a ousadia de Romero. Nota: 8,5

* Filme visto pela primeira vez

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