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Você Decide... ou não

No canal How It Should Have Ended, no You Tube, você encontra finais alternativos para filmes de sucesso em animações bem legais. Separei dois dos melhores que vi, mas há bastante, de Borat! a Star Wars. Não é uma coisa que se diga "Meu Deus, que engraçado!", mas é interessante. Confiram aí.

Matrix Revolutions 

A Bruxa de Blair 

Crítica: Martyrs

Mais ou menos nessa mesma época no ano passado, eu assistia a [REC], simplesmente o melhor terror a estrear nos nossos cinemas em 2008. Quando o vi, ainda não havia data prevista para o Brasil, mas por meio de um amigo, tive acesso à fita espanhola. Também vindo da Europa, da França mais precisamente, chego a Martyrs (Idem, França/Canadá, 2008), outro espécime do horror de qualidade muito superior ao que vem passando nos cinemas brazucas.

 

Tudo começa com a imagem perturbadora de uma garota visivelmente torturada fugindo de um galpão. Ela é acolhida num orfanato – ou algo do tipo. Não se sabe o que ou quem causou aquilo à garota. Descobrimos que o nome dela é Lucie e que sua amiga Anna foi incumbida pelos médicos do abrigo de descobrir o que aconteceu com ela. Isso enquanto uma bizarra figura de cabelos desgrenhados – no melhor estilo J Horror - começa a atormentar Lucie. Falar mais sobre o enredo seria acabar com as várias reviravoltas do roteiro. Pode-se dizer que a trama avança no tempo e, aos poucos, se torna muito violenta tanto física quanto psicologicamente.

Para os mais afoitos, as imagens de carne humana sendo dilacerada e o sangue jorrando ocupa bom espaço em Martyrs, mas, inteligentemente, o diretor e roteirista Pascal Laugier usa isso como recurso e não como fundamento de seu trabalho. Assim, os aspectos psicológicos e metafísicos do longa são aqueles que mais chamam a atenção, principalmente no terceiro ato.

 

Outra coisa curiosa é a construção da produção com poucos diálogos. Se as cenas de violência são gráficas, as motivações dos personagens não, sendo abertas de forma cadenciada, fala a fala, fato que não só garante o interesse pelo filme, como prova que o roteiro tem algo a dizer, de verdade.

 

Quando entramos pelos estranhos minutos finais de Martyrs, o ritmo é quebrado, a violência é de outra natureza – mesmo com algum sangue aqui e ali – e seu final simplesmente trava o espectador na cadeira, tentando digerir aquilo que acabou de ver. Não há medo, mas uma dúvida gigante quando os créditos sobem. Acachapante.

 

Nota: 8,5

Resumo da Semana (16 a 22 mar)

Corpo Fechado (Ubreakable, 2000). De M. Night Shyamalan

Em seu primeiro trabalho após o megasucesso O Sexto Sentido, Shyamalan provava que não tinha acertado por sorte e novamente criou um roteiro intrincado em suas intenções e redondo. Até, então, uma história original falou muito mais do universo das HQ's que qualquer adaptação. Direção certeira que cria momentos de suspense em meio a um drama fanstástico. Pena que nos dois últimos filmes - A Dama na Água e Fim dos Tempos -, o diretor tenha errado feio. Nota: 8,5

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