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Crítica: Sexta-Feira 13

A violação de O Massacre da Serra Elétrica foi apenas o primeiro passo da Platinum Dunes, produtora comandada por Michael Bay que também já pôs no mundo os remakes Horror em Amityville e A Morte Pede Carona. Agora é a vez do trash Sexta-Feira 13 (Friday the 13th, EUA, 2009) ganhar sua versão “moderna”.

 

E a bem da verdade o longa nem se trata exatamente de uma refilmagem, é uma forma de tentar recriar a série, que hoje já conta com 12 filmes, incluindo um embate contra Freddy Krueger (Freddy vs. Jason) e uma indigesta mistura com ficção-científica (Jason X). Dessa vez, no entanto, o longa parte de algum ponto logo após o original de 1980, no qual a mãe de Jason é a assassina – passado revisitado muito rapidamente nos primeiros minutos, quando Pamela Voorhees está em cena apenas para relembrar os fatos às novas platéias.

Dali em diante uma história bestinha sobre garota desaparecida, após carnificina do assassino, justifica um verdadeiro banquete para Jason, que terá mais ou menos uma dezena de jovens vistosos para limar. Os clichês, pensados um a um para agradar aos fãs da série, vão se amontoando e nem a veia mais, digamos, humana (!) do serial killer – seus poderes sobrenaturais só são explícitos no final do longa – salvam Sexta-Feira 13.

 

A emulação é grande, contudo, nada substitui aqueles efeitos de maquiagem oitentistas que davam o charme dos slashers movies comandados por Jason e cia. Agora, tudo parece meio limpinho, as garotas são verdadeiras modelos com seus corpinhos impecáveis e as mortes não têm o peso encontrado no original – lá se vão quase 30 anos!

 

Até quando acerta, esse Sexta-Feira 13 erra. Ao trazer uma fotografia fina, põe abaixo o tom sórdido que os orçamentos baixos das inúmeras continuações conseguiram e que davam o charme que todo fã de um terror trash sabe valorizar. Se serve de consolo, Jason continua a matar os casais que se deixam “cair em tentação”, enquanto o diretor Marcus Nispel – o mesmo do recente O Massacre da Serra Elétrica – não poupa ousadia nas cenas de sexo.

 

Nota: 5

Meus amiguinhos Watchmen

Alan Moore odeia as adaptações de suas obras para o Cinema, independentemente se são boas ou ruins. Agora, o que ele diria dessa aqui?

 

Claro, trata-se de uma grande brincadeira. Só não se espante se algum espertalhão levar a ideia à frente...

Top 15 Horror Movie Theme

Algo no YouTube me chamou a atenção: o usuário Jason Bellmore elaborou uma lista muito interessante de 15 dos melhores temas de filmes do horror. Entre clássicos de diretores como Stanley Kubrick e Dario Argento, há espaço para boas surpresas. Pode não ser a minha ou a sua lista de melhores temas, mas que é uma das boas é.

Abaixo trago três das minhas preferidas, incluindo a #6, de O Iluminado, que Bellmore não conseguiu incluir no YouTube e pede desculpas por isso. Para ver todas comece aqui e navegue pelos vídeos relacionados.

O Bebê de Rosemary

A Profecia

O Iluminado

Resumo da Semana (23 fev a 1º mar)

Tenacious D - Um Dupla Infernal* (Tenacious D in The Pick of Destiny, 2006). De Liam Lynch

Se há uma palavra para descrever essa aventura no melhor estilo Bill & Ted ela é ultrajante. Mas calma lá, o sentido de "ultrajante" é o melhor possível, pois o humor podrera de Jack Black e seu parceiro de banda Kyle Gass leva a risadas genuínas na maior parte das vezes. De vez em quando falha, mas cenas como a do Pé Grande e o número musical contra o Demônio são hilários. Poderia ser melhor, mas vale muito a pena. Nota: 7,5

X-Men - O Confronto Final (X-Men - The Last Stand, 2006). De Bratt Retner

Ninguém pode negar que a trilogia dos mutantes terminou com seu capítulo mais fraco, mas daí a dizer que estamos diante de um filme ruim é outra história. Há diversão e conflitos sufcientes para curtir bastante essa terceira parte, a qual não se furta de radicalizar e detonar alguns dos mutantes mais importantes da trama. Ação de primeira e boa dose de dramas. Nota: 8

Um Beijo a Mais (The Last Kiss, 2006). De Tony Goldwyn

Taí uma comédia romântica para macho. OK. Comédia romântica é um rótulo pobre, já que aqui há menos comédia e mais romance e, sobretudo, drama. E drama que homem nenhum pode dizer que nunca passou, já que a fauna de personagens masculinos é tal que qualquer problema posto na tela foi diretamente tirado de uma enrascada XY por aí. Além de divertido, o filme ainda consegue conquistar o público feminino. Um feito. O ótimo elenco fecha o sucesso. Veja hoje. Nota: 8,5

* Filme visto pela primeira vez

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