Cinefilia - UOL Blog
Queimando dinheiro

Vá lá, uma apostinha inconsequente pode até fazer bem às vezes. Então esses são alguns palpites para o Oscar amanhã, em algumas categorias, sem discutir qualidades (ou não)

Filme
Quem quer ser um Milionário?
Muito hype, um bom diretor e muitas indicações em categorias relevantes... Pensando bem esses argumentos também servem para Benjamin Button...

Diretor
Danny Boyle
Não imagino que a síndrome de Brokeback Mountain e O Pianista foi convidada para a festa

Ator
Mickey Rourke, por O Lutador
Dois fantasmas rondam Rourke: Sean Penn que vem sendo indicado quase ano a ano e Brad Pitt, caso Benjamin Button comece a faturar prêmios demais

Atriz
Kate Winslet, por O Leitor
Categoria complicada, mas Winslet pode levar por 1. Um longa de Stephen Daldry já deu Oscar a Nicole Kidman e 2. Winslet é um tipo de nova Meryl Streep, indicada anualmente. Pode perder para Angelina Jolie, não estranharia

Ator Coadjuvante
Philip Seymour Hoffman, por Dúvida
Estou sendo puramente racional, mas adoraria queimar a língua vendo Heath Ledger papar o prêmio e gritar do Além, "And Here We Go"

Atriz Coadjuvante
Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona
Na verdade é das categorias mais imprevisíveis, estou indo na onda do que tenho lido, mas Viola Davis, Marisa Tomei e Tajari P. Henson estão no páreo. A lindinha Amy Adams corre por fora

Roteiro Original
Wall-E
Minha aposta mais arriscada, acreditando que a Academia tenha sensibilidade sufuciente para reconhecer um dos melhores filmes do ano

Roteiro Adaptado
O Curioso Caso de Benjamin Button
Eric Roth já ganhou na categoria e foi indicado outras vazes, tem grandes chances.


Apenas lembrando que isso é um joguinho, nada sério.

Crítica: O Dia em que a Terra Parou

Muitas vezes a desculpa de que um clássico teria envelhecido mal serve aos propósitos de produtores espertalhões. O Dia em que a Terra Parou (The Day the Earth Stood Still, EUA/Canadá, 2008) é um bom exemplo disso. Tudo bem, há quem diga que o original, de1951, já não tenha o mesmo vigor, mas daí a justificar essa refilmagem norma é demais.

 

O astro da ficção-científica Keanu Reeves é o grande nome do longa dirigido por Scott Derrickson (O Exorcismo de Emily Rose), já que sua falta de expressão serve muito bem à encarnação do ET Klaatu. É ele quem desce da nave-esfera no meio de Nova York e dita o futuro trágico da Terra: ou a humanidade desaparece e o planeta fica, ou somem os dois – e o forasteiro do espaço é que se encarregará de pôr um ponto final na raça humana.

Enquanto o longa tenta explorar a arrogância humana em relação ao “seu planeta”, a cientista vivida por Jennifer Connelly tenta provar que os homens são bons. E se for levar em conta a pequena mala que ela tem de carregar interpretada por Jaden Smith – filho de Will Smith – é de se dar louros à personagem de Jennifer. Seria uma piada de humor negro escondida no roteiro? Afinal, pela posição que ela ocupa em sua carreira, o pré-adolescente, que deixa claro não gostar dela, é um verdadeiro martírio.

 

Enquanto isso, o robô de Klaatu, GORT, vigia a grande esfera e destrói quem o tenta destruir. Pois ele é o responsável por algumas das piores e das melhores cenas de O Dia em que a Terra Parou. Na primeira aparição, os efeitos visuais que o concebem são um tanto constrangedores, mas quando ele se revela a grande hecatombe do longa, sua dignidade volta.

 

Nesse momento imagina-se que a produção engrene, contudo seus minutos finais são de uma decepção sem tamanho, fechado por um draminha fajuto e com uma frase pretensiosamente com alguma poesia. Risada amarela e irônica.

 

Nota: 5,5

Blog Maneiro

Depois de algum tempo que meus caros Bruno Mantuano (Cine No Pretensions) e André Renato (Sombras Elétricas) me incluíram entre seus blogs maneiros, entro na roda também e incluo meus blogs maneiros.

(Joker On)"And here we go"(Joker off)

Cine No Pretensions, por Bruno Mantuano

Sombras Elétricas, por André Renato

Eco Social, por Will Domingos

Multiplot!, por Vários

Cine Ôba, por Vários

No Anchovas, por Vários

Blogzóide, por Diego Araújo

Passos:
1. Exiba a imagem do selo “Olha que blog maneiro!” que você acabou de ganhar.
2. Poste o link do blog que te indicou (muito importante).
3. Indique 10 blogs de sua preferência.
4. Avise seus indicados (não esquecer).
5. Publique as regras.
6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7. Envie a sua foto ou de um(a) amigo(a) para
olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com o link dos 10 blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá uma caricatura em P&B.

Resumo da Semana (9 a 15 fev)

Revólver* (Revolver, 2005). De Guy Ritchie

Quem viu Snatch - Porcos e Diamantes poderia esperar outra pérola do nonsense de ação e violência, mas Guy Ritchie foi além e fez um filme sério, mesmo que na forma mantivesse boa parte de seus cacoates. Muita gente torceu o nariz equivocadamente, afinal Revólver pode ser confuso algumas vezes, ter pontas soltas demais, contudo é uma fita com pretensões e boa parte delas se concretizam na tela. Bons personagens e enigmas reais são propostos. Vale a pena. Nota: 8

Filadélfia (Philadelphia, 1993). De Jonathan Demme

Se a direção de Demme se esconde na sobriedade, as atuações ficam em primeiríssimo plano e, ainda que alguns exageros sejam notados, são os atores que elevam esse drama a um patamar diferente. O maior exemplo talvez seja a cena em que Tom Hanks se entrega à ópera na voz de Maria Callas e Denzel Washington, impassível, vai se soltar ao lado de sua mulher e filha numa cena das mais fortes e arrepiantes. Peca por ser choroso demais algumas vezes, porém é incrível que o diretor tenha feito o longa em meio à grande comoção em relação à Aids no início da década de 1990, e ainda consiga pôr na tela um longa com gente de verdade e não mártires. Nota: 8

* Filme visto pela primeira vez

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