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2 anos

Pois é galera, hoje o Cinefilia faz 2 aninhos. Mas comemoro de forma singela. A felicidade mesmo vem da credibilidade que consegui nesses 24 meses, ainda que esteja longe de ser um blog conhecido.

O Cinefilia é meu xodó e vou até fingir que esse "Happy Birthday" aí debaixo é pra mim.Piscadela

 

Agradeço a todos vocês que estão por aqui lendo as minhas besteiras. Valeu!

Crítica: Marley e Eu

"Speed Racer" mostrou que é possível fazer um filme com animais sem se prender àquelas reações humanizadas dos bichos, do tipo esconder o rosto como se estivesse com vergonha ou dar um chorinho quando perguntado sobre algo. Foi assim que o macaco Zequinha, junto ao ator Paulie Litt, roubou a cena na adaptação dos Irmãos Wachowski. 

Pois o diretor David Frankel parece ter aprendido bem a lição. Em "Marley & Eu" (Marley & Me, EUA, 2008) ele tinha tudo para trazer mais daquelas gracinhas vindas direto de um "Bud - O Cão Amigo", com a garantia de que a fofura de seu protagonista canino derreteria a platéia. Ainda bem que o bom senso baixou sobre o cineasta. Dessa forma, o longa ganhou não só em veracidade, como conta muito bem a história de uma família com a ajuda de seu mascote.

Mascote, contudo, é uma denominação que logo perde sentido, uma vez que Marley passa a ser um membro de verdade dos Grogan, após o casamento de John (Owen Wilson) e Jennifer (Jennifer Aniston). Ainda que seu dono o chame de "o pior cachorro do mundo".

Sem aquela chatice de dramas sobre percalços homéricos a serem transpostos, "Marley & Eu" fala de forma singela a respeito de um casal e seu crescimento. Não existem choradeiras e sofrimentos absurdos, mesmo quando decisões importantes são tomadas pelos personagens. E inteligentemente, os roteiristas Scott Frank e Don Roos se atém ás pessoas. Tudo bem que em boa parte do longa eles vivem por conta das peripécias de seu cão, mas a sacada é que os protagonistas estão ali por ele, mas o espectador não. O que se passa na tela é através dos olhos de John e Jennifer - mesmo que estejam em Marley quase o tempo todo.

Baseado no livro homônimo semi-biográfico de John Grogan, o longa sabe balancear doses de humor e drama até atingir um final muito bonito e coerente. Se seu elenco mirim não ajuda muito e a certa altura Jennifer (a personagem) se envereda por uma chatice sem tamanho, logo as rédeas voltam à mão de Frankel, o qual entrega uma produção emocionante a partir da simplicidade do cotidiano de uma família. Pode até parecer felicidade hollywoodiana, mas quem se importa vendo um cachorro de verdade, sendo um cachorro de verdade? Não esqueça o lenço.

 Nota: 8

 

Comentários de Última Hora: "Marley e Eu" foi visto no dia 31 de dezembro, então entra para a contagem de 2008, mesmo com a crítica publicada hoje, 2 de janeiro de 2009.

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