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Crítica: O Procurado

James McAvoy é um dos nomes do momento em Hollywood. É reconhecido com bom ator, tem pinta de galã e, claro, rende grana para os estúdios – do contrário não seria o astro que vem se tornando. Com uma carreira baseada em filmes mais sérios como “Desejo e Reparação” e “O Último Rei da Escócia”, chegou a vez dele pôr à prova sua força num blockbuster cujos créditos têm seu nome como principal destaque.

 

Tudo bem que em “Procurado” (Wanted, EUA, 2008), Angelina Jolie tem tanto peso (ou até mais) como chamariz quanto McAvoy, mas o escocês não só protagoniza o longa, como é o maior beneficiado com o sucesso do longa nas bilheterias pelo mundo afora.

 

Ele e o diretor Timur Bekmambetov, que saído dos longas de ação “Guardiões da Noite” e “Guardiões do Dia”, se mostra confiante o bastante para imprimir um ritmo alucinante a “O Procurado”, ao mesmo tempo em que não se cansa de testar os limites do absurdo com a mesma criatividade que os realizadores de “Adrenalina”, um dos cantos do cisne quando o assunto é filme de ação descerebrados, mas ultra-divertidos.

A começar pela trama - zé-ninguém que de repente se descobre um assassino como nenhum outro -, tudo na produção está lá para ser divertido, cheia de estilo e de conteúdo zero. É quando você esquece que da profundidade da história e se rende a cenas nas quais balas de semi-automáticas fazem curvas, trens despencam de penhascos e carros põem em cheque a lei da gravidade. Rocks modernos, batidas eletrônicas e edição trincando nas câmeras lentas e cortes múltiplos fazem o resto do serviço.

 

Tudo é exagerado, charmoso e traz a violência exata para agradar aos públicos da Era Tarantino. Não é de se estranhar que essa seja outra adaptação de uma História em Quadrinhos. A diferença é que da HQ de Mark Millar e J.G. Jones pouca coisa sobrou e é bem provável que os fãs da revistinha se decepcionem. Pelo jeito, apenas eles. McAvoy agradece.

 

Nota: 7,5

Resumo da Semana (22 a 28 set)

Quer uma trinca sobre um mesmo tema? "Desejo de Matar", "Sentença de Morte" e...

"Valente"* (The Brave One, 2007). De Neil Jordan

É incrível a semelhança entre o mais recente trabaho de Jodie Foster com "Desejo de Matar", de 1974. Contudo, essa cópia tenta se aprofundar mais no distúrbio de sua protagonista, fazendo com que seja feita justiça a esse longa muito bem acabado, mas que no final das contas não é mais que um plágio. Porém se comparado ao próprio original, não tem aquela cena escrota no final que minava parte da força de "Desejo de Matar". Nota: 8

* Filme visto pela primeira vez

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