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O "300" de 2008

Em 2007, com certeza, o filme mais parodiado foi "300", de Zack Snyder. Eram vídeos de fãs, gifs absurdos com a cara enfurecida do Rei Leônidas e cartazes zoados. Para 2008 parece já haver um novo eleito: "O Cavaleiro das Trevas". Entre os muitos vídeos que você encontra no You Tube, um dos mais interessantes é uma versão infantil (literalmente) do trailer de "Batman". Confira:

Outra versão interessante aqui e o original aqui.


Comentários de Última Hora: não é que o molequinho que narra é bom?

Time is money?

Mudança de data para "Harry Potter e o Enigma do Príncipe".

Leia.

Agora, entenda.

Piada

Vi aqui

Resumo da Semana (11 a 17 ago)

Dessa vez a irmã acertou na escolha.

"O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Roberto Ford"* (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, 2007). De Andrew Dominik

Filmes perturbadores sempre tratam de temas psicológicos, no caso desse filme, torna-se um drama maiúsculo com atuações impecáveis e um roteiro que procura os recantos mais estranhos da mente uma celebridade do crime. Brad Pitt de novo prova que quando escolhe um filme bom de verdade pode ser seu pilar de sustentação. Tarefa, aqui, dividida com Casey Affleck e, em menor grau, Sam Rockwell. No final de quase três horas de história contada em ritmo lento e profundo, "Jesse James" não só brindou nossa vista com uma fotografia soberba, como nos pôs em meio a um conflito de mentes perturbadas, cujo desfecho é trágico. Nota: 8,5

* Filme visto pela primeira vez

Crítica: Hancock

            No mundo das Histórias em Quadrinhos, “Watchmen” e “X-Men” podem ser considerados dois exemplos de como o mundo real se tornou cada vez mais importante no momento de avaliar um bom enredo nas páginas com balões e onomatopéias. Frank Miller, Alan Moore e Stan Lee se destacam no meio com seus personagens fantásticos que sofrem com problemas absolutamente mundanos. Com a onda de adaptações de HQ’s para o cinema, não é de se estranhar que logo surgisse um desses seres extraordinários direto nas telas.

 

            Hancock (Idem, EUA, 2008) pode ser considerado o primeiro levado à sério. Porém, ao contrário do que papas dos quadrinhos fazem, empurrando suas revistas cada vez mais à frente na ousadia, Hollywood tem medo de vanguardas e o herói dado a Will Smith saiu de um roteiro mau para uma dramédia minimamente profunda.

 

            Concebido há cerca de 15 anos por Vincent Ngo, John Hancock, no tratamento original do script, é um ser solitário, cansado da sina de salvamentos sem qualquer retorno emocional satisfatório, que resolve jogar tudo pro alto e acabar com a vida de um casal aleatório. Ou seja, a discussão sobre o que os heróis representariam para a sociedade, sua “nobre obrigação” de manter a segurança e a ordem, enquanto sua vida pessoal fica em segundo plano seria subvertida e posta à prova – seria a tarefa da vida desses super-homens trabalhar pela nossa segurança?

            Porém era de se esperar que algo do gênero não chegasse aos cinemas pelas mãos de um grande estúdio. Assim, “Hancock” se transformou num filme de ação, com boas piadas e uma drama clichê. OK, a acusação de falta de peito por parte do produtor Akira Goldsman – o roteirista das besteiras “Batman & Robin” e “O Código Da Vinci” – contudo não faz do longa-metragem de Peter Berg algo a ser desprezado. Se na proposta inicial as coisas soariam pra lá de obscuras, como produto de consumo massivo o protagonista se tornou um Superman bêbado, digno de risos pelo auto-desleixo, com final piegas moderadamente interessante. Sendo mais direto, vale o ingresso desde que você entre na onda proposta pela película.

 

            Outra coisa que chama a atenção são as escolhas de Will Smith em seus dois últimos projetos. Tanto “Hancock” quanto Eu Sou a Lenda foram criticados pela sua falta de arrojo, embarcando em projetos de riscos calculados. Seria a hora de pôr a cara a tapa de uma forma mais ferrenha? Sendo o maior astro do momento é possível considerá-lo até mais corajoso que gente como Tom Cruise ou Tom Hanks, que ocupam lugar de mesmo prestígio. Agora, é bem verdade que dificilmente alguém mostrará ter colhões como Mel Gibson e arriscar sua carreira em projetos de atrevimento ímpar – e detalhe: com retornos positivos proporcionais.

 

            Nota: 8


Comentários de Última Hora: há uma cena digna do roteiro original finalizada mas cortada da versão de "Hancock" que foi aos cinemas. Nela, o herói transa com uma fã e a joga pelos ares durante sua ejaculação. Será que a veremos como extra no DVD?

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