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Quando você entra numa sala para ver um filme do naipe de “Jogo de Amor
A velha fórmula do casal que se odeia, mas vai descobrir o amor a certa altura, aqui ganha até certa graça na relação de Jack Fuller (Ashton Kutcher) e Joy McNally (Cameron Diaz). Depois de uma incrível noitada na cidade-título, os dois acabam se casando numa daquelas igrejas onde até Britney Spears já contraiu matrimônio. A ressaca moral na manhã seguinte culmina em briga entre os dois e também numa bolada de 3 milhões ganhos numa máquina caça-níquel. Quem vai ficar com a grana? Ninguém, segundo o juiz que cuida do divórcio dos dois, a menos que eles aprendam a se tolerar durante seis meses.

O passo seguinte na história é o melhor de “Jogo de Amor”, quando Kutcher e Cameron tratam de se sabotar mutuamente para ver quem pede arrêgo antes. As boas armadilhas e as implicâncias do dia-a-dia são a garantia de que o filme não se perca por inteiro, por que se dependesse do restante do roteiro as coisas não animariam muito. O esquematismo da história é tão evidente que só falta aparecer na história Ato I – Encontro, Ato II – Ódio, Ato III - Amor eterno. Nem os personagens secundários ajudam, sendo nada mais que meros chatos tentando fazer graça - a exceção é o chefe de Joy, vivido por Dennis Farina.
Mas como o primeiro parágrafo dessa crítica já adiantou, todo ano milhares de fitas dessa espécie entram em cartaz e se tratam, sem exceção, de pura fuga, se há uma ou outra piada interessante, melhor. Porém não vá levar a sério ou pôr na lista de seus favoritos, pode ser um pouco embaraçoso.
Nota: 6


Antes de histórias em quadrinhos ou desenhos animados, as séries de TV respondiam por grande parte das adaptações nas grandes telas, só perdendo mesmo para os livros que viravam roteiros. O ritmo com os enlatados diminuiu, mas nem tanto que bons filmes ainda não possam ser produzidos. Caso de “Agente
Cunhada para tirar um sarro das produções de James Bond, o seriado foi um tremendo sucesso nas mãos de seus criadores Buck Henry e Mel Brooks – este que, no final daquela mesma década e nos anos de 1970, faria clássicos da comédia como “Primavera para Hitler” e “Banzé no Oeste”. O longa-metragem guarda muito do original, talvez produto da contratação Henry e Brooks como consultores de roteiro.
A história começa com a apresentação do protagonista Maxwell Smart, um dos melhores funcionários internos da CONTROLE, agência criada durante a Guerra Fria para combater as operações da KAOS, equivalente russa tida como grande inimiga vermelha. De tão secreta, a americana se fez passar por desativada após a queda do muro de Berlim para poder trabalhar incógnita, uma vez que os russos do mal continuavam com seus planos perversos.

Smart, entretanto, tem o sonho de ser um agente de campo, não apenas o certinho que faz relatórios impecáveis que ninguém lê. Eis que sua chance aparece: após um ataque da KAOS, praticamente todos os espiões da CONTROLE são expostos e começam a ser mortos. Atrapalhado, mas bem treinado, ele ganha o codinome Agente 86 e ao lado da Agente 99 irá à luta para desarticular um esquema de roubo de ogivas nucleares.
Da maneira como foi descrito acima, o filme não parece ter tanta graça, mas bastam dois minutos para que as primeiras risadas saiam. Trabalhando num ritmo alucinante de piadas, “Agente
O elenco, aliás, não fica atrás nem do bom roteiro. Anne Hathaway, além de linda, serve perfeitamente de escada para o protagonista, só perdendo em destaque para o carismático Dwayne Johnson na pele - e músculos - do Agente
Ainda com as participações espertas de Bill Murray, um agente que se disfarça em qualquer coisa, e James Caan, o presidente, a fita faz rir de forma muito espontânea, podendo ser visto mesmo por quem não conhece a série – fato que pode até mudar ao ver Smart com seu sapato-telefone na orelha. Originalidade e reverência ao seu original “Agente
Nota: 8

Ainda pendentes três críticas ("Agente 86", "Jogo de Amor em Las Vegas" e "Wall-E"), e com outro inédito em casa.
"Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet"* (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street, EUA/Reino Unido, 2008)
De longe o filme tecnicamente mais apurado de Tim Burton, com fotografia soturna ao extremo, ótimos figurinos, direção de arte fabulosa e bons efeitos especiais. A história de maldade e vingança do barbeiro vivido com primor por Johnny Depp começa um tanto chata, as canções no geral não são tão inspiradas e no início chegam a dar sono - isso quando não irritam. Mas aos poucos a história engrena e o final une o melhor de Burton: ironia, sentimentalismo, horror e a beleza que ele imprime nos lugares menos prováveis. Nota: 8
* Filme visto pela primeira vez
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