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Clipando

Hoje inicio uma nova seção no Cinefilia, o Clipando. Nela, vou postar uns bons clips de diretores conhecidos, sendo esses vídeos de antes da fama dos cineastas ou não. Coisa simples, mas interessante ver suas características aplicadas na imagem das músicas.

 


Começo com um de David Fincher ("Zodíaco"), um dos melhores diretores da atualidade, que antes de sua estréia em "Alien 3" mandou ver no clip de Janie's Got a Gun do Aerosmith, de 1989. Como de costume, muito apuro técnico e visual impecável.

Taí!

Recordação

Taí um ótimo trailer, que eu não via há muito tempo, de um filmão.

Além 33

Tio Indy já explora o Cinema e Vídeo por intermédio de minha pessoa!

Crítica: As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian

            A estréia de “As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupas”, em 2005, causou ansiedade em muitos, enquanto para outros a adaptação do primeiro dos sete livros da saga criada por C.S. Lewis era apenas mais uma cópia do estilo que Peter Jackson firmou na trilogia “O Senhor dos Anéis”. A primeira hipótese, no entanto, se mostrou mais acertada já que o longa de Andrew Adamson tinha outra proposta: a der ser muito mais infantil e mais mágica. Era de se esperar, então, que a continuação “As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian” (The Chronicles of Narnia - Prince Caspian, EUA/Reino Unido, 2008) fosse um passo à frente na empreitada de criar uma história de estilo próprio e com a paixão de seu original.

 

            Até que esses objetivos podem ser vistos como parcialmente atingidos. O problema nesse retorno àquela terra encantada são as soluções criadas pelo roteiro. Dessa vez, os irmãos Pevensie voltam a Nárnia como reis após o chamado de um certo Príncipe Caspian. Ele é o herdeiro rebelde da coroa do povo telmarino – alusão aos espanhóis colonizadores - que invadiu o reino dos irmãos e reduziram seus nativos a quase zero, isso há mais de um milênio. O caso é que na Terra apenas um ano se passou e Edmundo, Pedro, Susana e Lúcia regressam sem saber muito bem o que se passa. É nesse ponto que as coisas começam a degringolar. Primeiro por que o roteiro demora vários minutos na explicação de pontos que poderiam rapidamente ser esclarecidos – e haja suspense. Segundo, não há razão plausível para que o leão Aslan deixe de dar as caras por tanto como explica o filme.

            Se for levar em conta apenas um dos defeitos acima, já seria complicado assistir à história de Caspian e companhia na luta contra o vilão Miraz – que precisa eliminar o príncipe para legitimar sua subida ao trono – para devolverem as terras aos seus verdadeiros donos. Coloque ainda no lado negativo da coisa personagens que muitas vezes não passam de chatos, e a situação vai ficando cada vez pior. Mas eis que o fraco roteirista Andrew Adamson – ao lado de Christopher Markus e Stephen McFeely – se mostra muito mais seguro no seu trabalho de coordenação de câmeras e atores, criando boas seqüências de ação e aventura. O bom uso dos efeitos especiais mais inspiradas angulações e ainda um visual de encher os olhos garantem o valor do ingresso - destaque para a cena da ponte, já no terceiro ato, quando um deus da água é invocado.

 

            O que dá pena é que tanto capricho técnico e visual seja fadado ao uso em uma história que pouco empolga. Fora que mesmo os bons personagens, a exemplo de Miraz – trabalho esplêndido de Sergio Castellitto -, apenas servem para segurar as pontas de “Príncipe Caspian” já que sua presença não ganha base do restante da história. Se a surpresa de dois anos atrás foi a de uma superprodução que mostrava um lado mais singelo, esse ano o inesperado foi uma adaptação que prometia muito, mas que está bem aquém de seu potencial. Se não irritasse tanto pela história pobre, poderia ser um belo filme e não só um filme belo.

 

            Nota: 6,5

Resumo da Semana (2 a 8 jun)

Pressão de dois empregos, mais artigo científico pra faculdade, mais o compromisso com a cerveja no final de semana. Bem, o resultado foi: nenhum filme em casa, apesar de o novo "Nárnia" ter sido assistido nos cinemas. Para compensar, posto ainda hoje a crítica da fantasia!

Esse negócio de não ter filme para falar no início da semana está ficando cada vez mais freqüente, preciso tomar cuidado!

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