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A sequência de abertura do novo longa de Tim Burton, "Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet", foi disponibilizada pelo site Brodway World. Clique na figura e assista.

Além 13

Você pode até não querer se hosperdar no Hotel Dolphin, mas o quarto 1408 está mais uma vez presente na sua vida.

Crítica: A Lenda de Beowulf

           Captura de performance, o novo alarde de “futuro do cinema”. A técnica que permite um ator 50 anos fazer um garotinho de 10, um condutor de trem ou até Papai Noel e sua barriga. Como fez Tom Hanks na estréia do processo em “Expresso Polar”. Mas pensemos bem, seria necessária tanta tecnologia para colocar um ator em vários papéis?

 

            Jim Carrey fez muita gente rir ao se pôr como um bebê em “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”. Quer seriedade? Abigail Breslin de 11 anos foi indicada ao Oscar por “Pequena Miss Sunshine” interpretando uma garotinha de no máximo 6. E com relação a qualquer outro disfarce, a maquiagem hoje faz trabalhos inacreditáveis – alguém aí já viu “A Sombra do Vampiro”?

 

            A técnica de captura realmente permite movimentos de câmera inacreditáveis e com grande dinamismo, mas, sinceramente, o que você vê em “A Lenda Beowulf” (Beowulf, EUA, 2007) que David Fincher não fez em “O Quarto do Pânico” ou os irmãos Wachowski aprontaram em “Matrix Reloaded”?

           Deixando questões tecnológicas de lado, o fato é que, ainda assim, longas como “Expresso Polar”, “A Casa Monstro” e esse novo exemplar baseado no antiguíssimo poema épico de autor desconhecido tem pontos muito positivos, o maior deles, talvez, seja sua beleza estética. “Beowulf” desde sua primeira cena impressiona pela riqueza de detalhes e seqüências como as que se passam na caverna do ser vivido por Angelina Jolie enchem os olhos.

           

            Na história, o guerreiro que dá nome ao projeto vai até o reino de Herot em busca das riquezas e glória prometidas pelo rei Hrothgar a quem derrotar o monstro Grendel, que arma uma chacina em suas terras sempre que há comemorações. Logo, o protagonista se vê numa trama que envolve muito mais que apenas uma ou duas mortes em nome do prestígio.

 

            Acima da plástica, o trunfo do novo longa de Robert Zemeckis (“Forrest Gump”) está em seu belo elenco, que traz, entre outros, Ray Winstone no papel-título, Anthony Hopkins como rei Hrothgar e Crispin Clover na pele (ou pixels) de Grendel – roubando a cena, aliás. Há também os parcial ou totalmente desperdiçados, ainda que muito bem, Brendan Gleeson (Wiglaf) e John Malkovich (Unferth). É incrível que, a exceção de Jolie, nem Alisson Lohman ou Robin Wright Penn – elas ou seus personagens – façam a ala feminina do longa ter verdadeira relevância.

 

            A falta de mais seqüências de ação empolgantes, a exemplo das duas em que Grendel está em cena, faz “A Lenda de Beowulf” empalidecer ante a outros épicos. Parece que Peter Jackson e seu “O Senhor dos Anéis” deixou o trabalho dos diretores um tanto mais complicado em relação aos filmes do gênero. Nem a boa direção de Zemeckis ou as elegantes angulações empolgam muito. O tom mais soturno e pesaroso do herói no terço final da produção ajuda, mas não a eleva à categoria de grande filme.

 

            Nota: 7,5

Música Cinéfila - Novidades

Mais alguns títulos para os adoradores da rádio Música Cinéfila - chegariam eles a meia dúzia?

Recém chegada, a musa do rock Janis Joplin aparece com dois títulos, "Mercedes Benz" e "Cry Baby", respectivamente usadas em "Três Reis" e "Olha Quem Está Falando". Também debutando com duas vem o AC/DC com "You Shook Me All Night Long", saída de "Coração de Cavaleiro""Highway to Hell" usada em longas tão diferentes quanto "Premonição 2" e "Motoqueiros Selvagens", por exemplo.

Duas trilhas foram privilegiadas recentemente. De "Fahrenheit 11 de Setembro" vieram "Rockin' in the Free World", com Neil Young ao vivo, e "Shiny Happy People" do R.E.M. Já de "Cães de Aluguel" a rádio recebe "Little Green Bag" de George Baker, além da engraçada "Hooked on a Feeling" do Blue Swed.

Para a galera temos mais sons dos Rolling Stones, Sid Vicious, Lou Reed e o INXS com sua inconfundível "Need You Tonight", que embalou rebolados em "Show Bar".

Resumo da Semana

Para a semana passada, na qual não vi um filme sequer, acho que voltei à normalidade. Conferi "A Lenda Beowulf" no cinema - crítica em breve - e outros dois em casa:

"Closer - Perto Demais" (Closer, 2002). De Mike Nichols

Ainda continuo dizendo que essa é a melhor atuação de Natalie Portman. Desde que assisti "Closer" pela primeira vez digo que ela tem um dos personagens femininos mais interessantes da história do cinema: Alice Ayres. Além de linda, ela puxa um elenco afiado - destaque para Clive Owen - e um roteiro de certa maneira perverso, e mesmo assim você se apaixona por Alice na cena final ao som de "Blower's Daugther". Nota: 9,5

"Déjà Vu" (Idem, 2006). De Tony Scott

Agora sobre Tony Scott, ainda continuo achando que ele é um Michael Bay com certo talento. Ao mesmo tempo que o irmão de Ridley Scott sabe dirigir uma perseguição como a dos óculos especiais - veja o filme e entenda -, ao seu final ele apela para explosões desnecessárias relembrando seu lado Bay de ser. Mas "Dévà Ju" mistura sua ficção - aparelho mostra o passado como num reality show - com uma interessante investigação policial sobre uma explosão. O vilão é perda de tempo e Denzel Washington faz toda a diferença. Nota: 7,5

E Jigsaw solta a voz!

Se criatividade é o que anda faltando nos cinemas, ninguém vai poder reclamar de "REPO! The Genetic Opera". "Alien - O 8º Passageiro" trouxe terror às ficções-científicas, agora um novo ingrediente é adicionado a essa mistura de gêneros: canções. Sim, por mais estranho que possa parecer "REPO!" se passa no futuro, quando uma doença dizima os humanos através da falência de seus órgõas e os que têm dinheiro recorrem a transplantes caríssimos. Já aqueles que se submetem a essas cirurgias e não conseguem pagar são caçados pela corporação, que quer reaver seus órgãos. Tudo isso com muita cantoria e participação de gente como Paul Sorvino, Tobin Bell, as cantoras Sarah Brightman e Joan Jett. Até Paris Hilton dá as caras. A direção é de Darren  Lynn Bousman ("Jogos Mortais II, III e IV")

 


Comentários de Última Hora: Depois que anunciaram um terror em ritmo de "High School Musical", eu não duvido de mais nada.

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