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Burton e o Coelho Branco

O diretor Tim Burton e a roteirista de "O Rei Leão" e "A Bela e a Fera", Linda Wooverton farão uma nova versão para o clássico de Lewis Carroll, "Alice no País das Maravilhas". O longa misturará as técnicas de captura de movimentos (iguais às de "O Expresso Polar" e "A Lenda de Beowulf") e também atores reais.

O diretor voltará a trabalhar para os estúdios Disney para o qual não fazia nada desde 1994, quando dirigiu "Ed Wood". Ele começou sua carreira lá, com curtas como "Frankenweenie", o qual será refilmado em longa-metragem.

A versão mais famosa para o livro de Carroll é a animação psicodélica de 1951 também produzida pela Disney.

Posteridade

Além das adaptações de quadrinhos e refilmagens, qual a maior moda de Hollywood? Sim, biografias de lendas da música. Tudo começou com "Ray" (Charles), indicado a vários Oscars, continuou com "Johnny & June" (Cash e Carter), que rendeu um prêmio da Academia a Reese Whiterspoon, e será com a vida de Marvin Gaye. O ponto de encontro desses filmes é uma existência de problemas com drogas e o sucesso, além de muita romatização da vida daqueles cantores.

Eis que duas novas biografias paracem querer romper com essa história, procurando, apesar de estar na onda, uma nova forma de ver a carreira de ícones da música dentro e fora dos palcos. Uma é "Control" sobre ex-vocalista do Joy Division, Ian Curtis. A outra, que promete ser ainda mais ousada, é "I'm Not There", que falará sobre Bob Dylan.

Para se ter uma idéia o diretor Todd Haynes escalou nada menos que seis atores para viverem o trovador em diferentes fazes de sua vida. São nomes como Christian Bale, Richard Gere e até mesmo Cate Blanchett. E é aí que entra o Posteridade da vez. Uma série de cartazes interessantíssimos vem sendo trazida ao público. Abaixo você confere o meu preferido deles, com a silueta de Blanchett - o Dylan roqueiro. Logo depois, links para os outros pôsteres.

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Resumo da Semana

Semana das mais áridas, mas o único filme assistido valeu a pena.

"Ônibus 174" (Idem, 2002). De José Padilha

Muito antes de colocar nos cinemas o Capitão Nascimento de seu "Tropa de Elite", o diretor José Padilha trouxe uma narrativa triste e esclarecedora sobre um dos episódios de maior notoriedade sobre a ação do BOPE: o seqüestro do Ônibus 174 no Rio de Janeiro. Traçando um paralelo entre as origens do seqüestrador Sandro do Nascimento, seu passado de prisões e sobrevivência, e o próprio acontecimento, o documentário joga luz em assuntos de poucos esclarecimentos à época da tragédia que vitimou a professora Geísa e o próprio perpretador. Aliás, a imagem da mãe adotiva de Sandro, solitária no enterro dele, é de uma tristeza ímpar. Nota: 8,5

Além 11

Então galera, o Capitão Nascimento espera por vocês, "aspiras", no Cinema e Vídeo.

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