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Oscar animado

A lista com os pré-selecionados ao Oscar de Melhor Longa-Metragem de Animação foi divulgada, eis os 12:

"Os Simpsons - O Filme", "Beowulf", "Ratatouille", "Alvin e os Esquilos", "Aqua Teen Hunger Force Colon Movie Film for Theaters", "A História de uma Abelha", "Shrek Terceiro", "A Família do Futuro", "Tartarugas Ninja - O Retorno", "Tá Dando Onda", "Persepolis" e "Tekkonkinkreet".

O grande favorito do ano é mesmo a animação da Pixar "Ratatouille", as outras duas vagas, dizem, estão entre "Os Simpsons", a estréia de Jerry Seinfeld no segmento em "A História de uma Abelha", "Shrek Terceiro" e o franco-americano "Persepolis", que alguns apostam até numa indicação a Melhor Filme, repetindo o feito de "A Bela e a Fera", de 1992, única animação a figurar entre os indicados na categoria em toda a história do prêmio.

Crítica: 1408

            Em 2004, o sucesso de “Jogos Mortais” fez virar mania os filmes de terror sádicos, de corpos extirpados e sangue que, ao contrário das fitas trash, pareciam de verdade. A ânsia do público em ver nas telas gente sendo sumariamente exterminada chegou ao ápice em longas como o péssimo “O Albergue”. Eis que 1408” (Idem, EUA, 2007) tornou-se, então, uma improvável salvação do gênero quanto a mentes como as de Eli Roth.

           

            Adaptado de um conto homônimo de Stephen King e sendo muito mais parecido com outra cria do autor - “O Iluminado” - que com qualquer besteira do tipo “Turistas”, o filme de Mikael Håfström investe num jogo de aparente loucura e tem um resultado que vai do puro medo aos risos nervosos provocados por cenas empolgantes e insanas.

 

            John Cusack é Mike Enslin, um escritor de livros sobre assombrações em hotéis, casas e outras edificações, que não acredita em coisa alguma das quais põe em suas páginas. Quando ele recebe um “anti-convite” do Hotel Dolphin em Nova Iorque com os dizeres “Não fique no 1408”, não resiste à curiosidade e ruma para a maior cidade do mundo a procura de mais uma lenda sobre fantasmas.

Numa pesquisa rápida, Enslin descobre que várias pessoas se suicidaram no quarto e, somados aos relatos do gerente Gerald Olin (Samuel L. Jacson), cria-se uma aura medonha ao redor do local. É justamente aí que 1408” começa a mostrar o motivo de estar bem a frente da média de terrores que invadem cinemas e locadoras. Ao contrário de muitas dessas películas, aqui rapidamente percebe-se que tudo o que dizem não se trata apenas de conversa fiada. As coisas vão ficando piores para o escritor logo que ele fecha a porta que estampa o número-título. A sucessão de infortúnios chega a ser tétrica, e seu ritmo ágil lembra, só que de maneira séria, os melhores embates de Ash na trilogia “Evil Dead”. O uso de câmeras em primeiras pessoa é uma sacada genial de Håfström para pôr quem assiste ao filme na mesma situação sufocante.

 

Paranóia? Dopping? Espíritos? As respostas para as indagações do roteiro vão ficando cada vez mais complexas. Como o próprio gerente Olin diz, não se trata apenas de poltergeists levitando objetos, há algo maligno naquele ambiente. E ainda que a trilha competente do vencedor do Oscar Gabriel Yared seja usada como modo de assustar a platéia através de acordes altos nos momentos certos, a sensação de agonia com a peleja do personagem de Cusack é crescente. Seu final bacana e sombrio ajuda na hora de sair do cinema e saber que ainda há algo de interessante em Hollywood além de meras modinhas.

 

Nota: 8

Música Cinéfila - Novidades

A rádio Música Cinéfila continua a todo vapor! Recentemente alcançou sua melhor colocação no top do site Cotonete: em meio a outras 31 mil rádios, ela figurava na 102º posição. Pensando bem, é um feito, visto que não a divulgo fora do Cinefilia.

Para que essa posição seja ainda melhor, não me canso de adicionar novas músicas à programação desse ótimo veículo de entretenimento: já experimentaram deixar ela rolando enquanto trabalham? Altamente indicado por médicos e especialistas em saúde do trabalho.

Comecemos falando dos artistas que tiveram várias canções adicionadas. O campeão da vez foi o U2 com "With or Without" do filme "Contagem Regressiva", "Hold Me, Thrill me, Kiss me, Kill me" vindo de "Batman Eternamente", "The Hands that Build America" do scorseseano "Gangues de Nova York" e também "Children of the Revolution" do musical "Moulin Rouge". O camaleão David Bowie vem com três de suas melhores para a Música Cinéfila: "Space Oddity" do longa "C.R.A.Z.Y - Loucos de Amor", "Starman" de "O Homem das Estrelas", além de "Rebel Rebel" da ótima trilha de "Detroit Rock City".

Temos as vencedoras do Oscar "Into the West" de Annie Lennox, "Can You Feel the Love Tonight?" de Elthon John e "Beauty and the Beast" na voz de Angela Lansbury, respectivamente, temas de "O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei", "O Rei Leão" e "A Bela e a Fera".

Há ainda o tema "Root Beer" de Thomas Newman para "Beleza Americana", a indicada pela Academia "Accidentally in Love" do Counting Crowes no filme "Shrek 2", a pancada "Ace of Spades" do Motörhead vinda do improvável "Bob Esponja - O Filme" e a balada "Man of the Honor" do Pearl Jam na trilha de "Peixe Grande".

Mais: Jon Bon Jovi, Ozzy Osbourne, White Zombie, Iron Maiden e Glenn Miller com a sua famosíssima "Moonlight Serenade" usada em dezenas de filmes.

Uma Mais

"Desejo de Matar" (1974)

Filme policial que marcou a carreira de Charles Bronson.

Trouxe uma violência urbana mais suja para o gênero.

Sylvester Stallone quer dirigir e protagonizar a refilmagem, que já tem até roteiristas.

Resumoda Semana

Se a semana passada foi gorda, nesta apenas um longa no querido DVD e "1408" no cinema.

"Alpha Dog" (Idem, 2006). De Nick Cassavetes

Baseado na história real de Jesse James Hollywood, traficante playboy americano, preso no Brasil em março de 2005, o filme deixa clara sua posição em relação ao caso. Para receber uma dívida o personagem Johnny Truelove seqüestra e mata o irmão de Jake Mazursky. O ponto de vista do diretor, no entanto, mostra que o seqüestro, se não fosse pelo desfecho trágico, se transformaria em férias regada a festas, drogas e mulheres para o refém. De teor forte e dramático o longa vale a espiada. Minha primeira conferida e que me chamou a atenção pela boa interpretação de Justin Timberlake (sério!). Nota: 7,5

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