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Posteridade

Começo aqui uma nova seção do Cinefilia, o Posteridade. Ele será sobre algo muito querido por todo e qualquer cinéfilo: os pôsteres. Como sabem, todo bom amante do cinema acha substancial ter um ou vários desses decorando as parades de sua casa.

Pois bem, o Posteridade tem por objetivo apresentar aqueles cartazes bem bolados, criativos, de beleza exuberante ou mesmo estranhos, sejam eles de lançamentos ou de filmes antigos. Versões alternativas também são muito bem-vindas.

E para começar, o cartaz de "27 Dresses", comédia romântica na qual a protagonista veterana em ser dama de honra se apaixona pelo noivo, estréia a seção. Então, sabedor de que uma (boa) imagem fala mais que mil palavras, curtam o vestido de palavras de Katherine Heigl.

Até a próxima.

Logan

"X-Men Origins: Wolverine" vem aí, com Hugh Jackman e tudo. O longa tem data de estréia marcada para maio de 2009. Inclusive as novidades prometem bastante. Segundo a Variety o longa terá a presença de outros mutantes de passagem, um deles seria o esperado Gambit, que não deu as caras nos filmes do grupo. Além dos heróis, Logan também encontrará pela frente William Stryker, vivido por Brian Cox em "X2", agora ele terá o rosto mais jovem de Liev Schreiber ("A Profecia"). A direção está a cargo do sul-africano Gavin Hood, do vencedor do Oscar de Filme Estrangeiro "Tsotsi".

Os 25 +

O site Film Threat levou em conta que o mês de outubro é o oficial de combate ao câncer de mama e fez uma lista no mínimo curiosa - e bela. Os 25 pares de seios mais bonitos do cinema foram elencados de acordo com o que representaram cada uma das mulheres para seu tempo. Eis então a lista, sem ordem de preferência, apenas na velha e infalível ordem alfabética:

Asia Argento
Brigitte Bardot
Chesty Morgan
Dorothy Dandridge
Elizabeth Taylor
Eva Green
Helen Mirren
Honor Blackman
Jane Russell
Jennifer Tilly
Jennifer Connely
Jessica Rabbit
Jayne Mansfield
Mae West
Marilyn Monroe
Monica Belluci
Pam Grier
Raquel Welch
Rosario Dawson
Scarlett Johansson
Sophia Loren
Thandie Newton
Tura Santana
Ursula Andress
Ushi Digard


Comentários de Última Hora: Atente-se para a presença de Jessica "Pirulito que Bate-Bate" Rabbit entre as eleitas. Sim, a esposa voluptuosa de Roger Rabbit. Coelho de sorte.

Uma Mais

"8 1/2" (1963)

Talvez um dos três melhores filmes de Federico Fellini.

Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Rob Marshall ("Chicago") tem nas mãos a árdua tarefa de refilmar o longa sob o nome de "Nine".

Crítica O Ultimato Bourne

Havia prometido essa crítica para a semana passada, mas só agora consegui escrevê-la. De qualquer forma, ficou muito boa – modesto, né?-, espero que também gostem.

 

Hollywood só descobre o potencial de certos materiais que tem em mãos depois que os números atestam uma desconfiança. Foi o caso de “A Identidade Bourne”, de 2002, que contava com um roteiro muito bem acabado e direção impecável, mas que só obteve o devido reconhecimento depois dos mais de US$ 120 milhões nas bilheterias. Veio então a continuação “A Supremacia Bourne”, de 2004, que também foi muito bem no mundo todo tanto em crítica quanto em público, o que deu o sinal verde para “O Ultimato Bourne” (The Bourne Ultimatum, 2007, EUA).

 

E se o segundo longa superava o original, o final dessa trilogia é ainda mais empolgante. Voltando à direção, após substituir Doug Liman, Paul Greengrass mais uma vez impõe urgência à história do desmemoriado Jason Bourne, enquanto capricha nas cenas de ação – boa parte das melhores da série está aqui.

 

O filme começa exatamente depois da grande perseguição nas ruas de Moscou de “A Supremacia”, e metade de sua trama se passa antes da cena fechava aquela primeira continuação. Agora Bourne tem uma pista de quem montou todo esquema de Treadstone, substituído pelo Blackbriar, e parte atrás daqueles que o puseram onde está, na pele de um assassino que não conhece seu passado – é bom que se esteja bem sintonizado com os longas anteriores para melhor apreciação de “O Ultimato”.

Novamente Greengrass tem a câmera sempre muito nervosa e sua edição é de cortes rápidos, o que deixa o grande jogo de gato e rato entre Bourne e CIA muito mais interessante. Aliás, é um jogo bem atípico, no qual o espião corre de seus algozes ao mesmo tempo em que os caça à procura de respostas. Respostas que ao serem encontradas não serão tão simplórias quanto se imagina. Basta dizer que não há nenhum coitadinho em tudo isso.

 

Como marca registrada da série, as seqüências de perseguição e luta estão cada vez mais criativas. Aquela que acontece nas ruas de Marrocos, iniciada em motos, que passa por uma frenética correria por sobre telhados e vai ser finalizada no braço entre Bourne e um assassino é algo pra se lembrar por dias. Isso sem contar o pega de carros nas ruas de Nova York.

 

Com a trilogia chegando ao fim é de se aplaudir a consistência dos três roteiros criados a partir dos livros de Robert Ludlum. Eles vão se ligando e se entrelaçando sem deixar a mostra grandes furos ou pontas soltas. Cria, dessa forma, um ótimo personagem que age muito por instinto e procura uma maneira de racionalizar a si mesmo ao tentar descobrir quem realmente é – ou foi. Em tempos de trilogias, “Bourne” ascende enquanto outros filmes dão sinal de cansaço. 

Nota: 9

Resumo da Semana

Semana de preguiça, apenas dois filmes em casa.

"Tigerland - A Caminho da Guerra" (Tigerland, 2000). De Joel Schumacher

O problema de Joel Schumacher é que para cada "Tigerland" ele apronta dois "Em Má Companhia" ou "Fantasma da Ópera". Quando trabalha com poucos recursos ele se mostra muito mais interessante que em grandes produções, como nesse drama de guerra que fala sobre subversão, desilusão e humanidade. Destaque total para Colin Farrel. Segunda vez que o vejo. Nota: 8,5

"Jogos Mortais II" (Saw 2, 2005). De Darren Lynn Bousman

Em 2004, o original deste suspense/terror apareceu fazendo grande estardalhaço com marketing forte e promissor. O filme realmente trazia algo de interessante, apesar de se parecer demais com "Se7en" em suas pretensões. Essa continuação, no entanto, não traz nada de novo e seu roteiro, com belos furos, ainda não segue a risca as regras que ele mesmo propõe. Era inédito para mim. Nota: 5,5

Além 9

O Sr. Brooks se encontra agora no Cinema e Vídeo por intermédio do Cinefilia.

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