Cinefilia - UOL Blog
Música Cinéfila - Novidades

Na última vez que falei sobre a rádio Música Cinéfila ela estava com pouco mais de 60 músicas, hoje já chegamos perto de 100 - assim que atingir o número eu aviso. E nessa última semana a coisa rendeu bastante, quando acrescentei um ótimo número de temas. Entre eles está a belíssíma "Mad World" de Gary Jules, a pedido do Bruno do blog Cine No Pretensios e vinda direto da trilha de "Donnie Darko", a já clássica "Where is my Mind?" do Pixies, que encerra "Clube da Luta", "Lust For Life" do Iggy Pop, música de abertura de "Trainspotting" e a versão de "You've Got To Hide Your Love Away" feita por Eddie Vedder para o drama "Uma Lição de Amor".

Além dessas, uma boa quantidade de canções de Aimee Mann - "Build That Wall", "Wise Up" e "One" de "Magnólia" e também a parceria com Michael Penn em "Two of Us" também da trilha de "Uma Lição de Amor" -, outras duas do Rage Against the Machine - vinda de "Matrix Reloaded", "Calm Like a Bomb", e de "As Panteras Detonando", "Sleep Now in the Fire" - e terminando os combos, três ótimas músicas de "Moulin Rouge" - "Elephant Love Medley", "El Tango de Roxanne" e a famosa "Your Song" - nas quais Ewan McGregor prova ser um ótimo cantor.

No pique há ainda coisas novas de Marilyn Manson, Chris Cornell, Jet, Enimen, Tom Waits e Jimi Hendrix. Como eu já disse, mandem suas sugestões! Estamos aqui para isso.

Filmefobia

Um projeto no mínimo estranho, isso pra ser suave. "Filmefobia" expõe fóbicos a seus maiores medos e revela suas reações, tudo devidamente registrado em película. A equipe do filme, que inclui o roteirista Hilton Lacerda, o compositor Lívio Trachtenberg, o fotógrafo Chris Bierrenbach, além do diretor Kiko Goifman que fará o making of da empreitada, baseou-se na teoria de Jean-Cluade Bernardet, cabeça do projeto, de que a única reação verdadeira do ser humano é a reação de um fóbico diante de sua fobia.

No blog Diário de Filmagem Lacerda dá uma idéia do que poderá ser visto na tela. Um fóbico de sangue obrigado a manter os olhos abertos diante do fluído, um outro que tem medo de ratos se deitando em uma cama cheia deles e um que tem medo de avião pegando um vôo. O blog detalha as reações, a agonia surge apenas lendo aquilo, imagine vendo tudo?

"O dia hoje não é muito relaxante. Acompanhei a fobia de cobras, e foi muito desgastante. É muito espantoso quando olhamos para a cena e perguntamos: por que diabos precisamos provar algo com relação a esse projeto? Claro que ninguém foi obrigado a passar por isso. Fazem mediante uma autorização. Mas eu fico amedrontado. A Fóbica de Cobras entrou em completo estado de histeria. A sala em que filmamos ficou cheia de uma coisa muito descontrolada. Pavor sem verniz poético. Ravel, em sua atitude clínica e obediente, seguiu a risca todos os passos pensados por Jean-Claude, escrito por mim e elaborado por Cris.  Foi muito espantoso. Só um uísque conseguiu me relaxar depois da experiência. Lívio também precisou relaxar."

 

Sorte é pra quem tem

Segundo o jornal O Dia, os produtores de "Bond 22" farão testes com Juliana Paes para o elenco do próximo filme do espião inglês. Outra atriz brasileira que participará da seleção é Fernanda Lima. Sorte de Daniel Craig, que depois de contracenar com Eva Green em "Cassino Royale", já tem essas duas beldades na mira.

E aí, hein?

Eu gostaria de saber se há uma variação da(s) pessoa(s) que avalia(m) os filmes que vão passar na TV Aberta do jornal Folha de S. Paulo. O motivo da minha dúvida é simples: se há algo que falta ali é coerência, vira e mexe um filme é classificado como "bom" para, tempos depois quando é reprisado, receber a valiação de "regular". A exceção parece ser os longas de Tim Burton. Por maior que seja seu escorregão, ele sempre é bem cotado - OK, Burton é ótimo, mas, convenhamos, seu "Planeta dos Macacos" é um tiro no pé.

Falo isso por que na semana passada, quando a Globo exibiu "A Identidade Bourne" os dizeres do jornal eram:

"Matt Damon, com sua cara de cachorro bobo, faz o homem encontrado num mar europeu com muitas balas nas costas e nenhuma memória. Sabedor apenas de seu nome, ele se verá envolvido em várias intrigas. Eis um filme bem engendrado, movimentado, mas que, mesmo assim, fica anos-luz atrás da continuação 'A Supremacia Bourne', dirigida pelo soberbo Paul Greengrass, que usou a câmera e montagem para levar às favas as limitações do balofo ator." Cotação: regular

Ontem a Record tinha na sua grade a continuação. Eis as palavras da Folha para "A Supremacia Bourne":

"Há dois anos Jason Bourne (Damon) achou que tivesse deixado para trás seu passado como assassino frio e calculista criado pela Treadstone. Desde então, ele vem mantendo uma existência anônima. Quando um agente aparece na vila onde Jason vive com a namorada, eles não têm outra alternativa senão fugir. Um novo jogo internacional de perseguição faz com que Jason tenha que confrontar velhos inimigos." Cotação: regular

Se Greengrass é tão soberbo assim (e é) por quê, então, sua continuação para Bourne não ganhou uma cotação "anos-luz" à frente de "A Identidade"?

Resumo da Semana

Quatro filmes na semana. Três em casa e um no cinema, "O Ultimato Bourne" - em breve, crítica.

"Hitch - Conselheiro Amoroso" (Hitch, 2005). De Andy Tennant

Esse é aquele tipo de filme do qual você não espera nada além de algumas boas risadas para um programa bacana com a namorada. De repente pode até supreender com sua discussão leve sobre o tipo de relacionamento amoroso que nossos tempos nos induzem. Filosofia de boteco, mas das boas. Química interessante entre Will Smith e Eva Mendes. Primeira vez que o assisto.  Nota: 7,5 

"300" (Idem, 2007). De Zack Snyder

Mais que um épico de ação, uma experiência estética marcada pela violência estilizada tão em voga hoje e pela aventura inconsequente que funciona como programa escapista de maneira muito particular. Vale a conferida pela sua beleza e forma com que une o mundo dos quadrinhos - de onde saiu, adaptado de Frank Miller - e o próprio cinema. Nota: 8,5

"A Supremacia Bourne" (The Bourne Supremacy, 2004). De Paul Greengrass

Depois da surpresa do original desta franquia, Paul Greengrass substitui Doug Liman na direção, dando um ar mais político às desventuras de Jason Bourne e caprichando na manutenção da ação do primeiro longa. Dessa vez, há mais intrigas e Matt Damon entra de vez no personagem, cada vez mais confuso sobre seu passado, apesar de estar mais perto dele, e mais frio. O nível sobe. Nota: 8,5

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, UBERLANDIA, Homem