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Sweeney Todd

Tim Burton. Johnny Depp. Musical sobre barbeiro assasino. Precisa falar mais? Cartaz na rede.

Crítica: Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado

            A principal crítica recebida no longa original do Quarteto Fantástico, lançado há dois anos, era a de que, enquanto outras adaptações de quadrinhos procuravam um caminho mais complexo e humano para seus personagens, o diretor Tim Story e seus produtores faziam um filme bem mais infantil, com piadinhas duvidosas e enredo raso. Era de se esperar que a continuação fosse um tanto mais crescida. Pelo visto, não pelos seus realizadores.

 

            Da mesma forma que seu antecessor, Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado” (Fantastic Four – Rise of the Silver Surfer,  EUA, 2007) é uma daquelas produções na qual se você tivesse menos de uma década de vida, a diversão seria garantida, já que a única coisa que chama atenção no trabalho de Story são suas cores berrantes e seqüências hiperbólicas.

 

            No enredo, o governo pede ajuda ao cientista Reed Richards, também conhecido por Sr. Fantástico, para tentar descobrir o que tem acontecido com o clima no mundo depois do aparecimento de uma estranha figura. A tal aparição, logo descobrem, é o Surfista Prateado, arauto de uma entidade conhecida como Galactus, que anda pelo espaço se nutrindo da força vital de planetas. Claro que essa é mais uma missão para o Quarteto, que ainda terá de enfrentar os planos escusos de Dr. Destino, de volta às malvadezas.

 

            O roteiro até tenta ser mais relevante ao mostrar como o grupo de heróis lida com a grande exposição na mídia, além do drama vivido pelo “vilão-bonzinho” Surfista. Mas cenas como aquela em que Richards dança numa boate minam qualquer esforço de transformar a aventura em algo de profundidade. O problema não é o teor cômico do roteiro, mas qualquer um que pretenda causar riso tem de ter a preocupação de elaborar situações de real graça e não simplesmente expor seus personagens ao ridículo. Afinal de contas, colocar Sue Storm flutuando de maneira descontrolada ao lado de um prédio e sendo motivo de risada da platéia não a faz mais simpática a ninguém. Tirando, ainda, certa credibilidade do herói em si. A pergunta feita aqui é: você gostaria de ter como herói algum tipo de Chapolin Colorado ou um sujeito à lá Professor Xavier? E não, você não estaria em posição de se divertir, se foi isso que o levou a pensar no Polegar Vermelho.

 

            Para finalizar o show mal concebido vêm as atuações de praticamente todo o elenco, de onde só se salva Chris Evans. Fora da caracterização do Tocha Humana, ele ainda tem certo carisma como um conquistador barato que adora sua fama. Nem os efeitos especiais – apenas corretos - ajudam muito a esquecer a seqüência de cenas bobas que o filme sucede.

 

Spoiler - Sem querer estragar o final, mas alguém consegue explicar o que o Surfista Prateado faz contra Galactus que ele não poderia fazer antes do apoio moral de Storm?

 

Nota: 5


Comentários de Última Hora: Vendo o "Quarteto", ninguém teve a impressão de que Ioan Gruffudd é uma mistura de Jean-Claude Van Damme com Harold Ramis, como eu tive?

Santoro + Lohan

Depois da confirmação de Rodrigo Santoro na cinebiografia do cantor de tango Carlos Gardel, a jovem estrela problemática Lindsay Lohan também se juntou ao projeto, entitulado "El Dia que me Quieras". Segundo seu empresário, apesar da recente detenção por dirigir com a carteira suspensa, LiLo participará do longa sem problemas.

Antes disso, Santoro atua ao lado da rival de Lohan, Hilary Duff na ficção-científica "Talking With Dog".

Lista

A revista inglesa Radio Times perguntou a cerca de 2.500 leitores, qual era o melhor filme britâncico de todos os tempos. A resposta da maioria foi "A Vida de Brian" do grupo humorístico Monty Python. O filme ficou à frente do clássico "Lawrence da Arábia" e do aclamado "Trainspotting".

O vencedor é uma comédia cult de 1979, na qual o jovem Brain é confundido com Jesus Cristo. A crítica aos falsos cultos e um bom humor negro fizeram a fama do filme.

Veja a lista completa dos 10 mais.

"A Vida Brian"

“Ou Tudo ou Nada”

“Quatro Casamentos e um Funeral”

“Trainspotting”

“Lawrence da Arábia”

“Todo Mundo Quase Morto”

“Os Desajustados”

“Desencanto”

“Zulu”

“Em Busca do Cálice Sagrado”

 

Além 4

"Harry Potter e a Ordem da Fênix" ganha crítica de Vinícius Lemos no site Cinema & Vídeo. Que chamada, hein? É, realmente não foi boa. Mas a crítica ficou legal. Leiam.

Polegar Vermelho

Essa é para os saudosistas. O produtor do desenho animado de Chaves, Roberto Gómez Fernández, informou que também fará um longa-metragem em animação 3D de Chapolin Colorado. Ainda que muitos prefiram uma versão live-action do personagem de Roberto Bolaños, a produção terá grande orçamento e, segundo Fernández, irá rivalizar com qualquer filme norte-americano.


Comentários de Última Hora: Desde já, um dos lançamentos mais esperados por esse blogueiro. Siga-me os bons!

Resumo da Semana

Uma semana mais devagar: "Quarteto Fanstástico e o Surfista Prateado" no cinema (crítica em breve) e outro em casa...

"Blade Runner - O Caçador de Andróides" (Blade Runner, 1982). De Ridley Scott

Um dos maiores clássicos da ficção científica. Nessa segunda vez que o vejo, percebi o quanto a trilha sonora de Vangelis influencia na percepção de que o assiste. É ela que dá o toque de melancolia àquele futuro sujo concebido por Philip K. Dick e magistralmente filmado por Scott. A história se passa em 2019, será que em 12 anos chegaremos a uma sociedade robótica na qual não nos diferenciamos dos andróides? Nota: 9

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