Cinefilia - UOL Blog
Trilha

Voltando, depois de algumas semanas, com o Trilha. E outra vez com um música instrumental.

O ano de 2002 foi marcado pelo diretor Danny Boyle ("Sunshine - Alerta Solar") com duas grandes surpresas. Primeira: a descoberta de Cillian Murphy. A outra: o próprio veículo pelo qual ele apareceu, o suspense/terror "Extermínio".

Boyle dava ao mundo uma nova visão daqueles zumbis tão cultuados através dos filmes de George Romero. A conhecida lentidão foi trocada por criaturas rápidas e tão sedentas de sangue quanto as de "A Noite dos Mortos Vivos", o que tornava o pesadelo do personagem de Murphy muito maior. Isso depois de acordar no meio de um hospital vazio e se deparar com a capital de seu país, Londres, deserta.

Justamente essa cena você poderá acompanhar. Um mescla de solidão e medo ao som dá sempre ótima trilha sonora escolhida pelo diretor. Sem mais: "East Hastings" do grupo canadense Godspeed You! Black Emperor.

Clique na figura abaixo.

Agradecimentos ao amigo Douglas do blog Arriving Somewhere but not here, que descobriu a música e indicou a cena

Portman + Hoffman

Zack Helm foi, provavelmente, o roteirista mais festejado nos últimos meses com o lançamento do elogiadíssimo "Mais Estranho que a Ficção". Comparações entre ele e Charlie Kaufman eram constantes. Agora ele se envereda na direção na fantasia "Mr. Magarium's Wonder Emporium". A história do filme versa sobre uma jovem (Natalie Portman), o tal Sr. Magorium (Dustin Hoffman) do título, sua fábrica de brinquedos fantástica e um chato vivido por Jason Bateman.

O primeiro trailer está no ar. Confira clicando no pôster abaixo.

Mr. Magarium's Wonder Emporium

Disparate

Quem me conhece sabe que sou um louco por DVDs. Chega a ser meio compulsivo a forma como me comporto em uma loja especializada nesse artigo. Eis que vejo um banner da Submarino, aqui mesmo na Uol, falando sobre um saldão. Como não poderia deixar de ser cliquei para procurar algum filme. Foi quando me deparei com "X-Men - O Confronto Final"  duplo (!) por apenas R$ 14,90. Resolvi comprá-lo, até ver o valor do frete que iam me cobrar na entrega em Uberlândia - MG: um disparate de R$ 17,29! Ou seja, vou até uma loja virtual para comprar um carro por, sei lá, R$ 20 mil e eles me cobram mais R$ 22 mil de frete.

Saldão mandraque é pouco!

Crítica: Treze Homens e Um Novo Segredo

           Quando em 2001, George Clooney e seu amigo, o diretor Steven Soderbergh, lançaram “Onze Homens e um Segredo”, era notório o fantástico elenco da refilmagem de um dos filmes de Frank Sinatra da década de 1960. Entre os nomes estavam Julia Roberts, Brad Pitt, Matt Damon e Andy Garcia, algo que poderia ter feito o orçamento da aventura saltar às órbitas. Não foi o caso. Apesar de caro (US$ 110 milhões), o longa não pagou os US$ 20 milhões habituais de muita gente do cast. Gastou-se mais em locações e nos luxuosos artigos vistos na tela. Isso foi possível por que os principais envolvidos no projeto eram grandes amigos e o puseram em prática não só como um produto, mas uma maneira de se divertirem. E esse espírito foi elevado ao quadrado na seqüência “Doze Homens e Outro Segredo”.

 

            Nada como voltar, então, a esse universo com “Treze Homens e Um Novo Segredo” (Ocean’s Thirteen, EUA, 2007). Dessa vez o elenco tem o desfalque de Julia Roberts e Catherine Zeta-Jones, affair de Pitt na continuação de 2004. Nada que a presença carismática e bela (por que não?) de Ellen Barkin não resolva. Além, claro, do reforço Al Pacino (ótimo como de costume). Ele é o homem que passa a perna num dos homens de Danny Ocean (Clooney), para a construção de um hotel-cassino em Vegas. Um trambique que irá lhe custar caro.

            O filme lança mão do mesmo expediente de seu antecessor. Muito carisma, bons diálogos e piadas amarram uma história convencional sobre um assalto e vingança. Atinge um patamar mais elevado que o anterior, é verdade, mas não chega a destronar o original como o melhor da trilogia. O que, na realidade, não importa muito. A terceira parte vem faturando alto nas bilheterias mundiais e a trupe de Ocean está afinada como de costume. Garante uma boa diversão e te faz pensar: por que todo filme despretensioso não poderia ter o charme da direção de Soderbergh? Ou mesmo: por que um filme totalmente comercial não poderia ter a metade da inteligência das falas deste aqui? Bem, são coisas de Hollywood.

 

            Dica digna de um amigo: em meio a tantas besteiras querendo ficar seu dinheiro, entregue-o a quem é honesto o suficiente de não esconder o fato de querer faturar e ainda te proporciona risadas genuínas, além de Al Pacino.

 

Nota: 8

Resumo da Semana

Dois filmes, numa semana bem corrida. Um deles, "Treze Homens e um Novo Segredo", já, já ganha a crítica aqui no Cinefilia.

"Todos os Homens do Presidente" (All the President's Men, 1976). De Alan J. Pakula

Todo mundo odeia ler um livro ou ver um filme obrigado pelo professor para um trabalho de faculdade ou escolar. Que bom se todos fossem como esse clássico de Alan J. Pakula ("Inimigo Íntimo"). Indo fundo nas investigações de dois repórteres do Washignton Post que culminaram na renúncia do então presidente Richard Nixon, por envolvimento com o escândalo Watergate, o filme foi uma bem-vinda obrigação para minha matéria de jornalismo especializado. Que venham outros assim! Nota: 9

Por detrás do látex

Clique aqui e veja quem são as pessoas por detrás de centímetros de maquiagem no cinema. Bem interssante.


Comentários de Última Hora: Na boa? Michael Chiklis não muda tanto como Coisa!

Indy

Aos 65 anos, Harrison Ford fará mais um Indiana Jones. Depois que Rocky Balboa voltou, nada mais me surpreende. Agora é saber se o novo filme do aventureiro terá a mesma qualidade da volta do boxeador de Stallone. A primeira foto de Indy já foi divulgada, veja.

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