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Dica

Lembram do que disse sobre "Deu a Louca na Chapeuzinho"? Pois bem, aqui mais um exemplo de que visual não é tudo: "The Piano". Clique na figura.

The Piano


Cometários de Última Hora: a música tocada ao piano é de Yann Tiersen, composta para a trilha de "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"

Duro de Matar em 10 minutos

Se você é fã de John McClane e não pode esperar até agosto quando "Duro de Matar 4.0" estréia, veja duas cenas do longa no MovieWeb. São 10 minutos de correria. Clique na figura abaixo.

Com que roupa?

Foi divulgada pela revista Entertainment Weekly como será o novo visual de Batman em "The Dark Knight". A nova roupa do morcegão está cheia de novidades, parecendo mais uma armadura que um uniforme e com a capa como uma nova arma, algo que a figurinista Lindy Hemming guarda segredo sobre como será essa utilização. Veja a imagem abaixo.

 

Fontes: Entertainment Weekly e Cinema em Cena

Qual é a musica?

Você acha que entende de músicas de filme? Então clique na figura abaixo e teste seus conhecimentos!

Elenco bombado

William Hurt (de "Marcas da Violência") foi confirmado como o General Ross na continuação de "Hulk". O ator, vencedor do Oscar de Melhor Ator por "O Beijo da Mulher Aranha", se junta aos já indicados ao prêmio Edward Norton e Tim Roth, além de Liv Tyler.

O papel de Hurt no primeiro longa do herói verde foi de Sam Elliot.

Paródia

Como não rir dessas duas paródias feitas aos trailers de "300"? Primeiro o protagonizado por Homer e cia. Depois o pessoal de Uma Família da Pesada. Destaque nos dois "trailers" para as cenas usadas na famosa frase de Rei Leônidas, "Tonight We Dine in Hell!".

Os Simpsons

Uma Família da Pesada

Crítica: Piratas do Caribe - No Fim do Mundo

            Em Hollywood, você sabe, todo e qualquer grande sucesso de bilheteria tem de ter uma continuação, não importa sua qualidade artística. Os produtores sabem que os tempos estão cada vez mais difíceis, e sucessos inesperados como “Piratas do Caribe – A Maldição de Pérola Negra”, que arrecadou algo em torno de U$ 700 milhões em 2003, obviamente ganharia sobrevida. Foi aí que surgiu não um, mas mais dois capítulos. E assim chegamos a “Piratas do Caribe – No Fim do Mundo” (Pirates of the Caribbean – At Worlds’s End, EUA, 2007).

 

            Depois de uma segunda parte insossa, turbinada por muito barulho e efeitos visuais, Jack Sparrow e companhia se envolvem numa pendenga contra a Cia. das Índias Ocidentais que soma suas forças com Davy Jones e seu navio Flying Dutchmann, para que os piratas não sejam varridos da face da Terra. E tome volta de personagens do filme original e reviravoltas que deixam qualquer um perdido em meio aos 168 minutos do longa.

 

            A grande verdade é que juntando a história de “O Baú da Morte” mais a de “No Fim do Mundo” e enxugando suas cansativas cenas de ação, não teríamos mais que um filme com a metragem desse último. A sensação passada é de que os roteiros dão muitas voltas para chegarem num ponto bem mais simples do que essas linhas a mais prometem. Em determinado momento deste capítulo final, uma frota gigantesca se alinha contra os aliados piratas, para que no fim das contas apenas o esperado combate entre o Pérola Negra e o Flying Dutchmann aconteça.

 

            “No Fim do Mundo”, no entanto, diverte bem mais que seu antecessor. Se não fosse pelo ego inflado de produtor Jerry Bruckheimer, que acaba por inchar a película, tudo poderia ser menos cansativo. Algo que “A Maldição do Pérola Negra” soube trabalhar um pouco melhor, e por isso continua sendo o mais satisfatório da trilogia.

 

            O melhor de toda a saga é o personagem de Johnny Depp. Sparrow é daquele tipo de anti-herói que mostra seu pior lado nos melhores momentos, algo que arranca risos da platéia e ganha seu afeto. E desta vez ele não foi economizado. Em sua primeira aparição aqui, o Capitão é multiplicado em uma seqüência surreal (e muito boa). Ele somado à atuação de Geoffrey Rush como Barbossa valem o ingresso. Seus pequenos embates pelo comando do Pérola Negra são ótimos. A histeria do ex-vilão e atual aliado de Sparrow também é divertidíssima.

 

Então o filme fica assim, na corda bamba entre a diversão de algumas boas cenas de ação e comédia, e os momentos melosos e grandiosidade residual do filme anterior, muitas vezes desnecessária.

 

Nota: 6,5


Comentários de Última Hora: Não tirem os olhos da tela durante o encontro dos Lordes Piratas. O Guardião do Código Pirata é nada menos que Keith Richards, também pai de Jack Sparrow na trama.

Resumo da Semana

Uma semana até produtiva: quatro filmes. Um no cinema, "Piratas do Caribe - No Fim do Mundo", que em breve ganhará sua resenha aqui.

"O Falcão Maltês" ou "Relíquia Macabra" (The Maltese Falcon, 1941). De John Huston

Considerado marco inicial do chamado cinema noir, era um filme que tinha enorme curiosidade em assistir. Assisti a poucas produções com Humphrey Bogart antes dessa (acho que dois: "Casablanca" e "Horas de Desespero"), mas cada vez mais aprecio o trabalho dele. Sua elegância se mistura ao modo seco com que dispara suas falas e o resultado é de primeira. Esse marca meu primeiro longa de John Huston. Um clássico incontestável: policial cheio de reviravoltas e um final mau no ponto. Mais: primeira parceria entre Bogart e Peter Lorre (ótimo), que se juntariam de novo em "Casablanca". Nota: 8,5

"O Mágico de Oz" ("The Wizard of Oz", 1939). De Victor Fleming

Sessão nostalgia total. Nem sei quantas vezes já vi esse musical, mas cheguei em casa e minha irmã o assistia, não resisti e resolvi revê-lo. Falar o quê? O filme faz parte da minha lista de preferidos. Tem músicas que empolgam, boas atuações e uma fotografia em sépia (no início e final) arrasadora. E que tal um dos melhores vilões de todos os tempos no cinema? Quem já viu esse outro clássico nunca mais esquece a Bruxa Má do Oeste e seus macacos alados. Costesia da atriz Margaret Hamilton. Nota: 10

"Violação de Privacidade" (The Final Cut, 2004). De Omar Naim

Esqueça o título horrível em português e vá hoje na locadora buscar essa ficção científica no melhor estilo Philip K. Dick. Num futuro próximo as pessoas podem implantar em seus cérebros chips que gravam toda sua vida como numa câmera em primeira pessoa. Quando morrem, cabe a editores como o vivido por Robin Williams montarem filmes que resumam suas existências. Esses vídeos se tornam a lembrança que todos terão das pessoas que se foi. A manipulação das imagens e todas as questões éticas que se pode levantar em relação a tal procedimento são mostradas de forma inteligentemente sóbria pelo diretor e roteirista Omar Naim. E no mais é sempre bom ver Williams exercitando seu lado sério na tela. Nota: 8


Comentários de Última Hora: Quer ver mais Robin Williams em papéis sérios? Procure "Retratos de uma Obsessão" e "Insônia". Duas excelentes pedidas.

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