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Crítica: Zodíaco

Por melhor que seja um filme, quase sempre a moda que eles originam sugam e esvaziam o que de mais original tinham. Após o lançamento de “Matrix”, em 1999, por exemplo, as inúmeras produções que chuparam o “bullet time” e os óculos escuros do longa dos Irmãos Wachowski, fizeram com que o impacto das continuações não fosse o mesmo. Algo parecido houve com “Se7ven – Os Sete Crimes Capitais”, de David Fincher. Um dos melhores filmes de serial killers já feitos, deu origem a genéricos que não se cansavam de se comparar ao longa de 1995. Talvez por isso, o próprio Fincher, ao assumir “Zodíaco” (Zodiac, EUA, 2007), optou por mostrar um lado totalmente diferente num filme de assassinatos em série.

 

O que se acompanha na tela é uma intrincada trama que vai fundo na investigação sobre o homem que aterrorizou São Francisco e pequenas cidades ao redor, ao matar várias pessoas e enviar cartas à polícia e jornais desafiando a sociedade a impedí-lo. O roteiro faz um mergulho na vida dos principais envolvidos nas investigações. O cartunista Robert Graysmith é o mais obcecado pelos crimes, deixando de lado sua vida e emprego no jornal San Francisco Chronicle para satisfazer sua curiosidade. Colega de trabalho de Graysmiht, o repórter Paul Avary também sucumbe à pressão da descoberta da identidade do Zodíaco. Assim como a carreira do inspetor David Toschi vai ruindo com os anos de investigação dos assassinatos e as especulações acerca de seu autor.

 

Com esse ponto de vista, Fincher foge da armadilha de se repetir ou auto-plagiar. Tem como resultado um drama misturado ao suspense que a própria trama traz em si. Comparar “Zodíaco” a “Se7ven” é uma tarefa ingrata, afinal de contas, as ligações entre os dois são mínimas.

 

Na tela corre uma história cheia de detalhes, proposições e que tenta manter grande fidelidade com os reais acontecimentos descritos pelo livro escrito por Robert Graysmith, adaptado por James Vanderbilt (também roteirita de “Bem-vindo à Selva” e “Violação de Conduta”). Para isso conta com uma fotografia filtrada em tons amadeirados, como numa foto antiga que se guarda por muito tempo numa gaveta, e uma ótima reconstituição da década de 1970, quando os eventos se passaram. Dos carros aos figurinos, a sutileza dos elementos que remetem àquela época inserem o espectador na história sem tirar o foco do que se conta.

 

A felicidade das escolhas de Fincher e sua equipe findam nas ótimas atuações de todo elenco, nos quais se destacam os protagonistas Jake Gyllenhaal (Graysmith), Robert Downey Jr. (Avary) e, principalmente, Mark Ruffalo (Toschi), com uma atuação, nervosa, desesperada, mas que nunca perde o controle sobre si mesmo. Assim como a própria trama da produção. Quem entra no cinema, sabe que o verdadeiro Zodíaco nunca foi descoberto, mas de maneira muito eficiente, o diretor leva a história sob todas aquelas emoções passadas por Ruffalo, e ainda encontra num final aberto o controle de tudo.

 

Nota: 8,5

Nota: 9

Saneamento Básico

Clique no pôster e veja o divertido trailer do novo filme de Jorge Furtado, "Saneamento Básico - O Filme". No elenco, Fernanda Torres, Wagner Moura, Lázaro Ramos, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Tonico Pereira e Paulo José.

Arte de sangue

Foi divulgado o cartaz do novo longa do diretor de "MeninaMá.com", David Slade. A arte para "30 Dias de Noite", adaptação da graphic novel de Steve Niles, mostra uma sombra em sangue de um vampiro e o título em inglês estilizado.

O longa conta a história de uma cidade que passa um mês inteiro de noite. Na escuridão, vampiros invadem o local e os moradores reagem. No elenco, Josh Hartnett ("Xeque-Mate").

Fernando e elenco

Mesmo depois da saída de Daniel Craig do elenco de "Ensaio Sobre a Cegueira", a produção segue firme e com elenco invejável. A adaptação do livro homônimo de José Saramago por Fernando Meirelles já havia recebido a confirmação de nomes como Julianne Moore, Gael García Bernal, Danny Glover e da brasileira Alice Braga - que trabalhou com o diretor em "Cidade de Deus".

Porém o substituto de Craig ainda não estava na lista. Segundo a Variety, no entanto, a coisa já foi resolvida. De acordo com suas informações, Mark Ruffalo é o ator que ocupará o lugar do atual James Bond na produção.

Atualmente ele está em cartaz em "Zodíaco" e foi visto recentemente nos filmes "E se Fosse Verdade", ao lado Reese Whiterspoon e "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças".

MTV Movie Awards

MTV entregou ontem seu Movie Awards, no qual os espectadores do canal elegem os vencedores. E eles deram o prêmio ao sucesso de bilheteria "Piratas do Caribe - O Baú da Morte". Além do prêmio de melhor filme, Johnny Depp venceu na categoria melhor atuação vivendo o Capitão Jack Sparrow.

O brasileiro Rodrigo Santoro concorria como melho vilão com o papel de Xerxes em "300", mas o vencedor na categoria foi Jack Nicholson por "Os Infiltrados". Veja todos os premiados:

Melhor Filme
Piratas do Caribe - O Baú da Morte

Melhor Atuação
Johnny Depp (Piratas do Caribe - O Baú da Morte)

Melhor Estreante
Jaden Smith (À Procura da Felicidade)

Melhor Performance em Comédia
Sacha Baron Cohen (Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América)

Melhor Beijo
Will Ferrell e Sacha Baron Cohen (Ricky Bobby: A Toda Velocidade)

Melhor Vilão
Jack Nicholson (Os Infiltrados)

Melhor Briga
Gerard Butler vesus Os Imortais (300)

O Melhor Filme de Verão Que Você Ainda Não Viu
Transformers

Melhor Cineasta em Campus
Josh Greenbaum (Border Patrol - University of Southern California)

Resumo da Semana

Pensando melhor, o nome Resumo do FDS não abraça os filmes que vejo durante toda a semana. Mesmo que ver filmes em casa entre segunda e sexta seja mais raro não posso descartar a possibilidade, por isso esse espaço passa a ser chamado de Resumo da Semana. E nessa vi apenas três produções: "Os Últimos Passos de um Homem", "Por Água Abaixo" e, no cinema, "Zodíaco", cuja crítica logo, logo estará aqui no Cinefilia. Vamos lá, então.

"Os Últimos Passos de um Homem" (Dead Man Walking, 1995). De Tim Robbins

Filme pungente sobre a questão da pena de morte. Tim Robbins baseou-se no livro da Irmã Helen Prejean para contar a história de um duplo homícidio e um homem condenado à injeção letal. De maneira sóbria, realista e com atuações perfeitas, o diretor Robbins não deixa transparacer julgamento algum em qualquer momento do longa, fazendo um claro estudo desse tipo de situação. Por esse filme, Saradon recebeu o Oscar de Melhor Atriz e se transformou numa das minhas preferidas. Penn também se destaca. Já o havia visto há alguns anos e gostei ainda mais dessa vez. Nota: 8,5

"Por Água Abaixo" (Flushed Away, 2006). De David Bowers e Sam Fell

Vendo essa animação e "Deu a Louca na Chapeuzinho" fico me perguntando por que "Carros" estava entre o sindicados ao Oscar de Melhor Animação desse ano. Quer dizer, eu sei o motivo: enquanto o filme que revira a famosa historinha do Lobo-Mau não tinha o mesmo esmero no CGI das produções da Pixar, "Por Água Abaixo" foi um fracasso de bilheteria, apesar de ser engraçadíssimo e contar com ótimas dublagens de Hugh Jackman, Kate Winslet, Ian MacKellen, Jean Reno, entre outros. Merece ser conferido. Nota 8,5

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