Cinefilia - UOL Blog
Depois de De Niro, cage

Nicolas Cage foi confirmado como Al Capone em "The Untouchables: Capone Rising", prelúdio que mostrará como o famoso gângster de Chicago conseguiu atingir o patamar de homem mais procurado pela polícia.

No longa original, também dirigido por Brian de Palma, Capone foi vivido por Robert De Niro, numa de suas atuações mais aclamadas. Em 1974 ele foi D. Vito Corleone jovem em "O Poderoso Chefão Parte II", personagem imortalizado por Marlon Brando no primeiro filme da série.

Tarantino Apresenta...

Eli Roth anuncia que fará filmes só com falsos trailers

Eli Roth ("O Albergue") gostou tanto de fazer um falso trailer para "Grindhouse" que decidiu fazer um filme inteiro cheio deles. O longa terá cerca de 30 falsos trailers e vai se chamar "Trailer Trash".
 
Em entrevista ao site Collider, Roth disse que pretende fazer algo “como '
Borat' e 'Jackass', que seja completamente ridículo, bobo e absurdo”.

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Fazer algo completamente ridículo, bobo e absurdo? Ele já não havia feito isso em "O Albergue", a maior enganação desde sei lá quando? Taí um "profissional" que poderia abrir um "Diretores", e não Diretores.

Eli Roth é alguém a ser desprezado como cineasta.

Pôxa Polanski...

Eu ainda não tinha saído da euforia da "aposentadoria temporária" de Orlando Bloom quando o grande Roman Polanski me solta que quer o "ator" como protagonista de seu próximo filme "Pompeii", que contará os últimos dias da famosa cidade destruída pelo vulcão Vesúvio.

Para equilibrar a balança, o diretor, que sempre soube escolher suas musas, também chamou Scarlett Johansson para a produção.

Não dá pra ter tudo, não é mesmo?

 

+ quadrinhos, + Hulk

O inglês Tim Roth ("A Lenda do Pianista do Mar") será Abominável, o vilão do novo filme do Hulk. O ator entra na lista de atores nada esperados para a produção do segundo longa do herói verde-esmeralda. Na lista, Edward Norton como Bruce Banner e Liv Tyler como Betty Ross.

Crítica: Homem-Aranha 3

Uma coisa era certa antes mesmo de “Homem-Aranha 3” (Spiderman 3, 2007, EUA) ser lançado nos cinemas, ele seria um retumbante sucesso de bilheterias. Porém uma dúvida estava lançada: a equação três vilões + uniforme negro + passado trazido de volta + um (ou dois) triângulo(s) amoroso(s) seria igual a sucesso garantido de roteiro? Quem sai da exibição da nova aventura do cabe-de-teia sabe que a coisa não é bem assim.

 

É bom deixar claro que o filme não é ruim, o problema é quantidade de história a ser contada versus tempo hábil para que isso seja feito. Dessa vez, o Homem-Aranha já está acostumado com seus poderes, sabe lidar com eles e leva uma vida mais tranqüila. Tem seu trabalho reconhecido em Nova Iorque e gosta disso. Mas eis que um dia um certo simbionte vem do espaço e se apossa do herói. Muito mais que deixar o uniforme dele negro, o ser alienígena faz de Peter Parker alguém mais amargo e egocêntrico, o que pode estragar seu namoro com a fragilizada Mary Jane. Pronto, essa é a linha central do filme de Sam Raimi. E aí vem os vilões. Harry Osborn ainda não perdoou Parker pela morte de seu pai, e como pode ser visto no filme anterior, ele teve contato com o legado do mal de Norman e se transforma no novo Duende. Paralelamente, Flint Marko foge da cadeia, quer ajudar a filha e acaba, acidentalmente, sendo transformado no Homem-de-Areia. Já Eddie Brock parece querer, há qualquer custo, o emprego de Peter no Clarim Diário, algo lhe custará caro e fará dele o Venom.

 

Não percam o pique por que todas essas tramas vão se amarrando e sendo entrecortadas por grandes cenas de ação. E aí está o grande defeito de “Homem-Aranha 3”. Há gente demais, histórias demais e espaço de menos para que se possa criar algum vínculo legitimo entre platéia e personagens. Raimi mostra desenvoltura em ligar cada uma das pontas do roteiro, o que não quer dizer que elas sejam exploradas como deveriam, e tudo não passa da superfície.

           

O único ponto que mostra profundidade é quando se acompanha a mudança de personalidade de Peter Parker/Homem-Aranha devido ao simbionte. Nesses momentos também são reservadas as melhores piadas de todo o longa. Como não rir com a caminhada de Peter pelas ruas de NY enquanto dança e faz charme de uma forma totalmente desengonçada? E se as graças ganham força, o lado mau do personagem também é acentuado. Os embates com Harry e o Homem-de-Areia são os melhores exemplos disso.

 

“Homem-Aranha 3” pode ser comparado a “X-Men – O Confronto Final”, com suas aventuras de proporções muito maiores que as anteriores. Mas a aventura do amigo da vizinhança sofre mais que a turma do Professor Xavier pela profusão de idéias pouco exploradas. Algo que se levado às últimas conseqüências poderia render não só mais uma (boa) adaptação de quadrinhos, mas um verdadeiro drama.

 

Sam Raimi soube equilibrar influência dos estúdios e personalidade competentemente nos originais do Aranha. Dessa vez ele errou na mão e o caldo começou a desandar no enredo. Todavia sua direção continua de primeira e mantém seu filme bem acima da média. A trilogia termina com seu exemplar mais fraco, este, no entanto, tem potencial para entreter muito bem.

 

Nota: 8

Nota: 7,5

 


Comentários de Última Hora (18/05): pensei muito e resolvi tirar 0,5 ponto da nota de "Homem-Aranha 3". Motivo: o filme tinha a mesma nota de longas como "Rocky Balboa" ou "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias", exemplares bem melhores que a (boa, e só) terceira incursão de Peter Parker nos cinemas. Então é isso: Nota Final: 7,5

+ Vídeos

Depois de terem a oportunidade de assistirem a 10 minutos de "Ratatouille", veja mais dois vídeos de produções aguardadas:

1º - Seis segundos de "O Albergue II" - puro sadismo

2º - Armadura do "Homem de Ferro" em movimento - cortesia de um verdadeiro espião

 

Então, é isso. Aproveitem

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