Cinefilia - UOL Blog
Crítica: Rocky Balboa

          

            O que seria de “Menina de Ouro” se não fosse “Rocky – Um Lutador”? Polêmicas a parte, ninguém pode negar que o filme de Clint Eastwood tinha muito do drama do boxeador da Filadélfia. Aquele ritmo lento, os perrengues pelos quais os lutadores de cada filme passa, a superação e a persistência. A grande diferença, no caso, está em seus finais, e por causa desses momentos derradeiros “Menina de Ouro” está uns bons dois degraus à frente do longa de Stallone. Sem problemas, o ator soube canalizar o que havia de melhor no clássico de 1976, mais as poucas qualidades dos quatro filmes seguintes sobre o “Garanhão Italiano” para formular o interessante roteiro de “Rocky Balboa” (Idem, EUA, 2006).

 

            Distante 16 anos de sua última incursão nos cinemas em “Rocky V”, o personagem volta sessentão, revivendo em sua memória as glórias do passado, lamentando a morte da esposa Adrian, mas levando a vida num bem sucedido restaurante enquanto conta as histórias de suas lutas. O retrato que o diretor/roteirista/ator Sylvester Stallone faz do pugilista vai ganhando aos poucos a simpatia do público. Sua sinceridade, simplicidade e carisma são eternecedores. Evidentemente a luta para ter o filho mais próximo de si também ajuda a amolecer corações, e nem por isso o filme cai na pieguice. Sempre que o protagonista discorre alguma lição, suas palavras são simples chavões, mas muito bem construídos, além de combinarem totalmente com a personalidade de Balboa. Ouvi-lo dizendo algo de grande apelo poético e/ou literário soaria falso, um engodo.

 

            E ninguém reclama de ver Rocky de volta aos ringues depois que um programa de esportes simula uma luta entre ele e o atual campeão dos pesos pesados Mason Dixon, saindo vitorioso o veterano. Parafraseando o homem, aquilo faz com que a fera presa dentro dele recomece a se inquietar.

 

            Ainda que tudo pareça, à primeira vista, um pouco “forçado” demais, é fácil se envolver com a história. Os personagens são bem escritos e até o único lampejo de romance na tela não descamba para a água-com-açúcar. Tudo ao redor de Rocky parece sucumbir à sua simplicidade e naturalidade. O mesmo ser que nos ringues se transforma numa máquina de lutar boxe, leva a vida, em seus anos que lhe resta, de maneira cândida, em busca de uma felicidade menos solitária.

 

            A não ser pela estrutura do roteiro que sempre finda em uma luta redentora, “Rocky Balboa” se afasta das cenas espalhafatosas e de engajamento contra o comunismo na Era Reagan de seus antecessores, se aproximando bastante do original da década de 1970, não à toa, também escrito por Stallone. Nos planos do ator também está a volta de John Rambo aos cinemas. Esse, tenham certeza, não virá com a mesma sutileza de Rocky.

 

Nota: 8

DVD ou Download?

Será o fim do Digital Video Disc? O caso é que a Disney anunciou uma venda de 1,3 milhão de seus filmes através de downloads no iTunes. Esse ano, as previsões são de que pela primeira vez os números de vendas de DVD caiam. Isso sem contar a colocação no mercado das novas mídias, o HD-DVD e o Blu-ray.

Até agora os estúdios de Mickey Mouse são os únicos a manterem vendas de filmes pelo iTunes.

'Grind House' vol. 1 e vol. 2?

Vocês se lembram daquela história de dividir "Kill Bill" em duas partes, não é? Pois agora é a vez de "Grind House". Pelos menos de acordo com a Variety, não está descartada a possibilidade do filme de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez ser fatiado devido à sua longa metragem - algo em torno de três horas. Com isso você teria de pagar duas entradas para ver "Planet Terror" e "Death Proof", algo que descaracteriza a idéia dos próprios diretores de homenagear as salas que exibiam dois filmes B seguidos - as 'grind houses'.

Nas palavras de Glen Basner, presidente da Weinstein Co., os filmes poderiam ser lançados com uma diferença de três a cinco meses um do outro. Onde os trailers falsos entrariam, qual filme seria o primeiro a ser lançado e quanto tempo o Brasil teria de esperar para vê-los são grandes pontos de interrogação. "Grind House" tem estréia marcada nos Estados Unidos para 6 de abril.

Jogada mercadológica é pouco.

Abaixo o cartaz oficial do filme.


Comentários de Última Hora: alguém percebeu no pôster as palavras: "Two Great Movies for the Price Of One" ("Dois Grandes Filmes Pelo Preço de Um"). Irônico, não?

Borat recusa convite do Oscar

O ator Sacha Baron Cohen recusou o convite da Academia para que leve seu persongem Borat, o segundo melhor repórter do Cazaquistão, na apresentação do Oscar 2007. Ele figuraria entre celebridades como Kate Winslet, Nicole Kidman, George Clooney e Jack Black.

Por falar em Oscar, os vontantes que escolhem os vencedores do prêmio devem entregar todas as suas cédulas - mais de 5 mil - até 17h, horário local (23h no Brasil), quando vence seu prazo. Estará lançada a sorte, próximo dia 25 serão conhecidos os vencedores do ano.

300

Em sua première mundial no Festival de Berlim, o filme "300" foi aplaudido de pé. Segundo informações do site Omelete, a exibição teve de ser parada por alguns instantes devido à loucura da platéia. Estavam no evento Rodrigo Santoro, que vive o antagonista Xerxes, Gerard Butler, protagonista na pele de Leônidas, e o diretor Zack Snyder. Abaixo fotos dos três na Alemanha.

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, UBERLANDIA, Homem