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Anos

Você se lembra do Patrick Dempsey? Pô, já esqueceu? Refresque sua memória aqui e verá que hoje é aniversário dele! Então, Parabéns!

Crítica: O Ilusionista

 

 

Sente-se e assista a “O Ilusionista” (The Illusionist, EUA/República Checa, 2006). Nem fazendo de conta que nunca existiu uma pequena jóia cinematográfica chamada “O Grande Truque” e nem com a ajuda de dois grandes atores – Edward Norton e Paul Giamatti – mais uma reconstituição de época primorosa, você consegue sair satisfeito do cinema. O motivo? Roteiro.

 

Acompanhando a história do mágico Eisenheim (Norton), de como ele reencontra um antigo amor, Sophie (Jéssica Biel), e desperta o ódio do Príncipe Leopold (Rufus Swell), o roteiro não passa do superficial em sua intenção de criar uma narrativa intrigante. Lá pela metade do longa é possível saber o que pretendem os personagens, fazendo do “final-surpresa” apenas uma ilusão de reviravolta.

 

Nada, além das atuações e belíssima fotografia, funciona bem, incluindo os truques de Eisenheim. A não ser pela (fraca) exposição de como ele faz uma laranjeira brotar num recipiente vazio, tudo mais parece obra do sobrenatural (borboletas carregam um lenço!). E isso poderia ser um elogio, mas todas as possíveis explicações para seus shows são implausíveis. Em certo momento ele começa a criar imagens em meio a uma névoa. Seria uma projeção de um cinematógrafo, descobre o inspetor Uhl (Paul Giamatti). Seria, se as imagens não fossem tridimensionais e se deslocassem pelo teatro, como os hologramas de “Star Wars”, e o filme se passa, ao que parece, no início do século XX.

 

Detalhes, você poderia imaginar. Sim, apenas detalhes se “O Ilusionista” compensasse o puramente ficcional com um enredo inteligente. Não é caso. Incrível como se espera que em determinado momento o filme engrene e ao final os “segredos” do roteiro sejam jogados de maneira arbitrária e com belos furos de concepção.

 

Nota: 5

 

The End

Justin Timberlake e Cameron Diaz terminam namoro de três anos

 

LOS ANGELES (Reuters) - Após semanas de rumores, o cantor Justin Timberlake e a atriz Cameron Diaz confirmaram na quinta-feira (11) o término de seu relacionamento de mais de três anos.

 

*** 

Drew Barrymore termina relacionamento com baterista dos Strokes

Los Angeles, 11 jan (EFE).- A atriz Drew Barrymore terminou seu relacionamento com o baterista brasileiro Fabrizio Moretti, do Strokes


Ontem foi dia, hein?

Mundança na Lista dos 6 + aguardados (Janeiro). Depois de procurar saber mais sobre o filme "Mais Estranho que a Ficção", do diretor Marc Forster ("Em Busca da Terra do Nunca"), preciso vê-lo. Afinal, a história de um personagem literário que se dá conta de que alguém comanda sua vida, é para se ver na estréia!

Então apresento-lhes:

A Lista dos 7 + aguardados (Janeiro)

Diamante de Sangue
A Menina e o Porquinho 
Uma Noite no Museu 
Mais Estranho que a Ficção

O Tigre e a Neve
Babel
Apocalypto

Ensaio

Distanciamento é tema da vida

Quantos filmes falam sobre a solidão? Centenas, não é mesmo? Então vou me ater ao que tenho em minha cabeça nesse momento, “Encontros e Desencontros”, de Sofia Coppola. A história da garota separada, não física, mas afetivamente, de seu marido, e que encontra um velho ator também longe de sua esposa, é de arrepiar qualquer um em suas cenas mais sutis. Até mesmo a trilha sonora joga com essa solidão que parece ter encontrado um fim, ou, ao menos, uma pausa. Da mesma forma que Charlotte e Bob Harris se tornam base um para o outro, fazendo de sua melancolia uma ligação terna, músicas como "Girls" de Death in Vegas, usada na abertura do longa, inicia-se em tons obscuros e vai ganhando força, paixão e volume até seu ápice. Aliás, o clímax de “Encontros e Desencontros” é marcado por “Just Like Honey”, do Jesus and Mary Chain, de maneira desconcertante. Do nada você se pega com lágrimas pelo rosto. Às vezes até sem entender muito bem o porquê.

            Coppola lança mão de uma sutileza incrível, criando situações de riso e choro, momentos de pena e raiva. Quando Charlotte lança seu olhar para Bob durante um karaokê, não é necessário que se diga nada, da mesma maneira que em hora alguma escutamos uma declaração de amor daquelas açucaradas ou escandalosas. A câmera se encarrega de desnudar os sentimentos dos personagens. O marido fotógrafo de Charlotte quase não é visto durante a película, o que traz a dimensão da falta que ele faz à garota. Já da esposa de Harris, só é conhecida a voz, através das inúmeras ligações que ela faz ao ator, sempre preocupada com coisas inteiramente pragmáticas. O fato de ainda se ter contato com a imagem de John - o cônjuge - e não de Lídia - a cônjuge - pode ser interpretado como os anos de distanciamento em que Bob vive e um possível futuro para Charlotte.

            Ela está sempre só, explorando algum lugar novo. Ele acompanhado apenas de sua antiga fama. Quando se juntam, conseguem sorrisos mútuos. E no abraço dado no corredor de uma boate, mais uma vez, em silêncio, parecem gritar por socorro. Não existe nada carnal entre os personagens e quando Bob sucumbe ao desejo por uma cantora de jazz, uma conversa aguda durante o almoço soa como dois tapas nos rostos de ambos. Traição não é termo a ser usado. Talvez medo. Temem, quem sabe, um fim precoce.

            E a câmera que acompanha de forma tão instrutiva o que se passa com aquelas duas pessoas solitárias o filme todo, nos minutos derradeiros simplesmente ignora o que Harris diz ao ouvido de Charlotte. Certos momentos são íntimos demais para serem revelados.

Oportunismo

E o Robin Williams? Ele é um dos meus preferidos. Na entrega do Oscar em 2000 ele cantou a música-tema de "South Park - Maior, Melhor e Sem Cortes" cheia de palavrões, na maior. Saiu ovacionado. Além de ser um dos atores mais versáteis que se tem notícia. Faz comédia como poucos, drama, romance e virou vilão em filmes como "Insônia" e "Retratos de uma Obsessão".

A última dele ainda prova que não é bobo nem nada. No People's Choice Awards, ele entregou o prêmio de melhor atriz em um filme de ação para a bela Halle Berry, pela sua atuação em "X-Men: O Confronto Final". Quando foi abraçá-la, levou as duas mãos com maior gosto nas nádegas da garota.

Disse ainda que "queria agradecer a Deus por Halle estar usando este vestido". A atriz também disse algumas palavras. "Graças a Deus que eu estou usando calcinha".

Miolos!!!

Em junho de 2002, a FOX Searchlight anunciou uma continuação para o ótimo "Extermínio" de Danny Boyle. Sou fã absoluto do diretor, que entre outras coisas fez "Trainspotting" e o incompreendido "Por uma Vida Menos Ordinária". Mas tenho que confessar que não vou com a cara desse tipo de continuação. Aliás, a direção não vai ser de Boyle e, sim, do espanhol Juan Carlos Fresnadillo ("Intacto").

O filme se chamará "28 Weeks Later", e irá mostrar como um infectado estraga os planos de repovoação da Inglaterra. E tome repeteco da história que, no primeiro, tinha vários pontos bem originais.

As primeiras fotos foram divulgadas ontem, a melhor é essa:

Confira outras:

 

Vontade

Atriz Hilary Swank recebe estrela em Hollywood

LOS ANGELES, 8 jan (AFP) - A americana Hilary Swank, ganhadora de dois Oscar de melhor atriz, recebeu nesta segunda-feira sua estrela em Hollywood, Los Angeles, tornando-se a 2.325ª personalidade a ser imortalizada na Calçada da Fama.


OK. Não me contive, tive que fazer uma pra mim também.

http://www.funonit.com/funny_jokes/fake_photo

Eles receberam 'Não'

E essa onda de censurarem certos pôsters de alguns filmes? Primeiro aconteceu com a continuação de "Viagem Maldita". O cartaz abaixo à esquerda foi substituído pelo da direita, de carga dramática bem menor. O motivo? Uma mão. A MPAA (Motion Picture Association of America) achou o primeiro muito pesado.

 

Depois aconteceu com o novo projeto do diretor de "Narc". "A Última Cartada", de Joe Carnahan teve pelo menos cinco cartazes proibidos também pela MPAA ou por distribuidores. O motivo dessa vez? Seria a violência? Linguagem chula?

O próprio Carnahan publicou os pôsters "não queridos" em seu blog. Veja-os abaixo e tire suas conclusões.

  

 

Agora, se você é um artista, faça um pôster para "A Última Cartada" e envie para o e-mail smokinaces@mac.com. A melhor arte receberá os proibidos e o seu próprio cartaz impresso. Todos autografados pelos astros do filme. Entre eles Ben Affleck, Andy Garcia, Ray Liotta e Alicia Keys.

Visto!

A Lista dos 6 + aguardados (Janeiro) 

  A Menina e o Porquinho 
  Uma Noite no Museu 
  Diamante de Sangue
  O Tigre e a Neve
  Babel
  Apocalypto

Ok. Menos um.

Crítica: Diamante de Sangue

 

Hollywood tem dessas coisas: transformar tudo em espetáculo. Quando o longa-metragem de Rob Marshall, baseado no musical de Bob Fosse, “Chicago”, ganhou o Oscar em 2002, era claro que foi mais pela sua competência em se fazer bons números de dança e canto, que pela sua crítica à glamourização de crimes e criminosos feita pela mídia e eventuais colaboradores. Pois bem, em “Diamante de Sangue” (Blood Diamond, EUA, 2006), um tema sério como a exploração humana na África para a extração de diamantes, muitas vezes cede espaço para o espetáculo de cenas de ação e muitas explosões. Algo que faz o filme de Edward Zwick (“O Último Samurai”) perder alguns pontos.

 

Mas a questão é que mesmo com seus defeitos, “Diamante de Sangue” ainda está acima da média. O drama envolvendo Solomon Vandy (Djimon Hounsou), levado a trabalhos forçados em minas de diamantes, e o contrabandista Danny Archer (Leonardo DiCaprio) é pungente e tem personagens incrivelmente bem concebidos. O enredo engrena a partir do momento em que Solomon encontra uma grande pedra e a esconde, ciente de seu valor de troca. Ao saber disso, Archer propõe um acordo a Vandy: pelo diamante, ajudaria o homem a achar sua família perdida num ataque à aldeia onde vivia. A grande dúvida é se o contrabandista está mesmo disposto ajudar o trabalhador ou pretende roubá-lo. Como elo entre África e resto do mundo, vem a repórter Maddy Bowen (Jennifer Connelly). Há três meses naquele continente, a correspondente se torna de grande importância no desenrolar da história.

 

Zwick filma os combates entre milícias e o governo de maneira crua e não abranda a violência da guerra civil. Crianças empunhando armas, mortes de inocentes e torturas são algumas das mazelas de Serra Leoa que fazem esse drama figurar sempre um degrau acima de produções do gênero - excetuando-se filmes como “O Jardineiro Fiel", que, na verdade, parece ser grande inspiração aqui.

 

Leonardo DiCaprio está ótimo como Archer, sem sombra de dúvida é um dos melhores personagens de sua carreira. Mesmo quando parece sucumbir a certa pieguice, Archer tem uma carta na manga para relembrar sua personalidade perigosa – em sua exposição sobre babuínos, a tensão cresce na medida em que ele se faz entender. E Hounsou novamente prova o quão bom ator é. Dos momentos de maior introspecção às cenas de grande arroubos emocionais, ele faz de Solomon um personagem de forte identificação com a platéia. Seu sofrimento e coragem são palpáveis, e a luta que impõe a si mesmo pela recuperação da família – em especial por seu filho Dia – guarda os momentos mais tocantes do trama. 

“Diamante de Sangue” se equilibra entre o fazer pensar e o espetáculo hollywoodiano. Quando propõe discussões ganha tal força que não é difícil esquecer seqüências grandiloquentes como o ataque às minas de extração, nos minutos finais da fita. A cena perde sentido mesmo se comparada a outros tiroteios que permeiam o roteiro, como aquela que ilustra a entrada de rebeldes numa cidade. Enquanto a câmera segue Solomon e Archer tentando fugir tanto da milícia quanto do exército local, causa muito mais impacto que acompanhar um confronto do qual toma-se partido entre apenas dois lados.

Nota: 8

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